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Foco de Newcastle em granja de SC leva à despovoação de mais de 30 mil perus

Vírus foi identificado em um dos núcleos de uma propriedade com mais de 70 mil aves em Coronel Freitas

Por Redação, Revista Única
27/10/2026 - 18h47
Vigilância sanitária segue em quatro municípios do Oeste catarinense - Foto: Divulgação

Mais de 30 mil perus serão submetidos à despovoação sanitária após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de Coronel Freitas, no Oeste de Santa Catarina. A propriedade possui mais de 70 mil aves distribuídas em diferentes núcleos de criação, mas os exames detectaram a presença do vírus em apenas um deles.

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A informação foi divulgada pela presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos. Segundo ela, os perus dos demais núcleos estão em idade de abate e poderão ser destinados à produção de carne, conforme os procedimentos sanitários estabelecidos.

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A confirmação ocorreu durante as análises realizadas pelas equipes de defesa agropecuária na região de Nova Itaberaba, onde funciona o Centro de Operações de Emergência Sanitária. Este é o segundo foco da doença registrado em Santa Catarina.

As ações de monitoramento e controle abrangem Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias. As equipes coletam amostras em granjas comerciais e também monitoram os perus quando completam 21 dias de vida.

À medida que os resultados laboratoriais são divulgados, as autoridades avaliam a necessidade de novas medidas. Caso outras propriedades apresentem resultados positivos, poderão ser realizadas novas ações de despovoação sanitária, limpeza e desinfecção.

Celles Regina alertou que outros casos ainda podem ser identificados durante a investigação. Isso porque a doença de Newcastle pode estar presente mesmo quando as aves não apresentam sinais clínicos aparentes. Por esse motivo, os exames laboratoriais são fundamentais para confirmar a infecção e orientar as decisões sanitárias.

A operação envolve equipes de defesa agropecuária, o Ministério da Agricultura, empresas integradoras e a comunidade local. O trabalho busca identificar rapidamente possíveis propriedades afetadas, impedir a disseminação do vírus e reduzir os impactos sobre a produção avícola catarinense.

Outro objetivo é possibilitar que os mercados que adotaram restrições às exportações retomem as compras o mais breve possível. O monitoramento continuará conforme as aves atingirem a idade prevista para coleta de amostras e os resultados dos exames forem disponibilizados.

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