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Curso técnico atende mercado melhor do que o superior, avalia empresário

Pesquisa do Sesi e do Senai mostra ingresso mais rápido no mercado de trabalho e formação alinhada às necessidades do setor produtivo

Por Joyce Santos
26/07/2023 - 12h37
Ensino técnico traz vantagens para o funcionário e empregador - Foto: Divulgação

Um em cada três empresários acredita que o ensino técnico é o ponto mais forte da educação brasileira. Para 75% deles, os cursos técnicos são mais ligados às necessidades do mercado do que os de ensino superior.

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O levantamento, realizado pelo Sesi e pelo Senai e divulgado nesta quarta-feira, 26 de julho, mostra ainda que 9 em cada 10 concordam que os cursos técnicos permitem ingresso mais rápido no mercado de trabalho.

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De acordo com os 1.001 executivos de pequenas, médias e grandes indústrias ouvidos sobre a educação no país, o ensino técnico deve receber mais atenção dos jovens e ser uma das prioridades do governo. O questionário, aplicado em abril, teve um bloco dedicado ao ensino técnico e à qualificação de mão de obra.

“O Brasil e os empresários brasileiros têm um grande desafio, que é a baixa produtividade, que ganha camadas de complexidade se somarmos alguns fatores que caracterizam o nosso mercado de trabalho: a transição demográfica, com menos jovens compondo a força de trabalho, as altas taxas de desemprego desse grupo, o baixo nível de qualificação profissional e a digitalização, que demanda novos conhecimentos”, avalia o diretor do Sesi e do Senai Rafael Lucchesi.

Segundo ele, é nesse contexto que o ensino técnico ganha relevância. "Além de melhorar a empregabilidade do jovem, tirando-o do quadro de exclusão social e proporcionando uma fonte de renda, a educação profissional contribui para melhorar a produtividade do país, ao qualificar o trabalhador”.

Em Santa Catarina, o Senai investiu nos últimos quatro anos R$ 254 milhões em material didático, equipamentos de TI, máquinas e obras de infraestrutura voltadas à educação.

“São recursos que integram um expressivo pacote de investimentos para a expansão da oferta dos serviços educacionais no estado para qualificar o capital humano demandado pela indústria”, afirma o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar.

“O setor tem pela frente grandes desafios, como qualificar 802,9 mil pessoas em ocupações industriais, sendo 152,9 mil em formação inicial”, acrescenta o diretor de educação, saúde e tecnologia da Fiesc, Fabrizio Machado Pereira.  

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