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Realizações e projeções do Governo Jorginho Mello

Reportagem faz um levantamento das principais ações do governo e aponta as metas para o restante do mandato 

Por Fabiano Bordignon, Revista Única
12/04/2026 - 15h29.Atualizada em 12/04/2026 - 16h16
Jorginho Mello - Foto: Divulgação

A reportagem da Revista Única compilou as principais respostas do governador Jorginho Mello (PL) sobre temas estratégicos para Santa Catarina, a partir de declarações divulgadas ao longo de 2025 na imprensa estadual. 

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Com o início de 2026, a reportagem traz um balanço das ações do seu governo até aqui e apresenta algumas projeções sobre os assuntos que o governador pretende implementar ao longo deste ano. Obras, educação, saúde, segurança e políticas públicas estão entre os principais temas selecionados para este balanço especial.

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Via Mar Norte

Um dos destaques é o início das obras da Via Mar Norte, projeto considerado essencial para desafogar o trânsito na BR-101. Hoje, a viagem entre Joinville e Florianópolis pode levar até cinco horas; com a obra, a previsão é reduzir esse tempo para cerca de uma hora.

“É uma obra fundamental, que envolve 40% do PIB de Santa Catarina. A iniciativa privada vai tocar o projeto, avaliado em R$ 7,5 bilhões. O governo não teria condições de custear integralmente, por isso a concessão é necessária”, afirma o governador.

O projeto será conduzido com cautela, garantindo que o preço do pedágio não seja abusivo e atraindo investidores nacionais e internacionais.

Saneamento básico

Atualmente, apenas 33,97% da população catarinense tem acesso à rede coletora de esgoto. O objetivo do Marco Legal do Saneamento é alcançar 90% até 2033. Jorginho Mello destaca a necessidade de planejamento cuidadoso: concessões serão estudadas para viabilizar o avanço do setor sem onerar os cidadãos.

“Estamos construindo o projeto em etapas, sempre informando a população sobre os custos. É preciso garantir que o gasto não recaia de forma injusta sobre os catarinenses”.

População em situação de rua

O aumento da população em situação de rua é outro desafio do Estado. Para organizar políticas públicas mais eficientes, o governo implementou um sistema de cadastro único, que mapeia a situação de cada pessoa, suas necessidades e riscos.

“Estamos criando critérios para aqueles que realmente necessitam de internação voluntária, sempre envolvendo o Ministério Público e respeitando os direitos individuais”, explica o governador.

O objetivo é oferecer acolhimento e tratamento a quem precisa, sem violar direitos ou impor medidas à força.

“Programa Universidade Gratuita”

O “programa Universidade Gratuita” foi alvo de questionamentos sobre inconsistências na renda declarada pelos candidatos. “Não houve fraude. Estamos aprimorando o sistema de fiscalização, cruzando dados e garantindo que apenas estudantes comprovadamente carentes tenham acesso ao benefício”.

Além disso, de acordo com o governador, todas as 1.038 escolas estaduais receberão ar-condicionado até o início do ano letivo desde ano, proporcionando conforto e melhorando a experiência dos alunos.

Política e leis em discussão

O governador comentou sobre o projeto que proíbe cotas raciais e ações afirmativas nas instituições de ensino estaduais. Segundo ele, apoia iniciativas que realmente ajudem pessoas mais necessitadas, mas ainda aguarda análise do impacto das medidas.

Em política, confirmou apoio a Carlos Bolsonaro para disputar uma vaga no Senado por Santa Catarina, enquanto a definição da segunda vaga permanece em aberto.

Segurança pública e combate à violência

Investimentos em polícia e presídios foram destacados como prioridade do governo. Santa Catarina mantém altos padrões de segurança, graças à integração e qualificação das forças. “Integramos 3.200 policiais, mais 1.700 da Polícia Penal, e vamos ampliar com 9.000 novas vagas em presídios. Nossa polícia é qualificada e integrada”, explica Jorginho Mello.

Segundo ele, o governo também reforça ações de prevenção à violência contra a mulher, com programas educativos e acompanhamento direto de casos em parceria com a vice-governadora, que é delegada de polícia.

Saúde pública

Em saúde, avalia sobre a responsabilidade do Estado em assumir hospitais municipais que não conseguem atender adequadamente a população. “A saúde pública é responsabilidade de todos. Quando o município não consegue atender, o Estado precisa assumir”.

Exemplos recentes incluem Balneário Camboriú, Joinville e Criciúma, com unidades estruturadas para atender todos os cidadãos da região de forma eficiente.

*Entrevista publica na edição impressa de março de 2026 

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