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Homem é condenado a mais de 36 anos de prisão por matar adolescente em Criciúma

Tribunal do Júri reconheceu homicídio qualificado, tentativa de homicídio e exploração sexual de menor

Por Redação, Revista Única
04/08/2026 - 09h50.Atualizada em 04/08/2026 - 09h56
Danieli Rocha da Silva tinha 16 anos - Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri da Comarca de Criciúma condenou, nesta segunda-feira, 03 de agosto, o homem acusado de assassinar a adolescente Danieli Rocha da Silva, de 16 anos, em frente a uma casa noturna da cidade.

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A pena fixada foi de 36 anos, 9 meses e 27 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e exploração sexual de menor de idade.

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O crime ocorreu na madrugada de 5 de maio de 2023. Conforme sustentou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) durante o julgamento, o condenado e a esposa exploravam sexualmente a adolescente, oferecendo dinheiro e presentes em troca de relações sexuais.

Na noite do crime, Danieli recusou o convite para ir até a residência do casal e preferiu sair com amigas para uma casa noturna. Inconformado com a decisão, o homem foi até o estabelecimento, onde chegou a ameaçá-la. Quando a jovem deixava o local ao fim da festa, foi surpreendida e atingida por cinco disparos efetuados pelas costas, morrendo ainda no local.

Após os disparos contra a adolescente, o autor continuou atirando em direção às pessoas que estavam nas proximidades. Ao menos oito tiros foram efetuados, e um homem acabou ferido na perna, fato que resultou também na condenação por tentativa de homicídio.

Os jurados acolheram integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público, reconhecendo as qualificadoras de motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa da vítima, já que ela foi baleada pelas costas após se recusar a acompanhar o acusado.

A investigação também apontou que a esposa do réu participava da exploração sexual da adolescente. Ela já havia sido julgada anteriormente e condenada pelo mesmo crime.

Outro homem, acusado de conduzir o autor até o local do homicídio e de auxiliar na fuga após os disparos, ainda será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, respondendo por homicídio e tentativa de homicídio.

Após o assassinato, o condenado permaneceu foragido por mais de dois anos. Ele foi localizado e preso em outubro de 2025, no Rio Grande do Sul, permitindo a continuidade do processo criminal. Ao final do julgamento, a Justiça negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, determinando o início imediato do cumprimento da pena.

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