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Detento morto em presídio tinha 160 perfurações

Três homens foram indiciados pelo crime ocorrido em Araranguá

Por Redação, Revista Única
11/03/2026 - 14h05
Relatos de outros quase trinta detentos trouxeram detalhes sobre a dinâmica do crime - Foto: Divulgação

O inquérito que investigava a morte do detento Ramon de Oliveira Machado, ocorrida no Presídio Regional de Araranguá, foi concluído na última terça-feira, 10 de março. Três suspeitos foram indiciados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e fraude processual.

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De acordo com o delegado Jorge Ghiraldi, responsável pela investigação, logo após o crime um dos suspeitos chegou a assumir a autoria do assassinato diante de um agente penitenciário. No entanto, durante o interrogatório na delegacia, o homem optou por permanecer em silêncio, o que levantou a suspeita de que outras pessoas também estariam envolvidas no homicídio.

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Ao longo da investigação, os 27 detentos que ocupavam o mesmo alojamento onde o crime ocorreu foram ouvidos. Conforme os depoimentos, outros dois presos, além do suspeito inicial, teriam participado diretamente da morte de Machado.

Segundo o delegado, os relatos trouxeram detalhes sobre a dinâmica do crime. “Eles contaram com detalhes como foi essa empreitada criminosa. Isso causou revolta até nos próprios detentos pela crueldade do crime”, afirmou Ghiraldi.

Apesar de negarem participação, os três suspeitos foram indiciados. De acordo com o delegado, a investigação reuniu provas consideradas consistentes para sustentar uma possível condenação. Após o caso, os investigados foram transferidos para outras unidades prisionais.

Conforme a investigação, o crime foi motivado por um desentendimento entre os detentos. Machado estava jogando baralho próximo à porta do alojamento quando foi atacado por dois dos suspeitos com vergalhões afiados. Após os dois primeiros golpes, o homem tentou se esconder na cama, mas os ataques continuaram. O detento foi morto com 160 perfurações no corpo.

Logo após a morte de Machado, a investigação aponta que o homem foi levado aos fundos do alojamento por um terceiro suspeito, que lavou o corpo com água sanitária para remover possíveis impressões digitais. Ele também deu descarga nas roupas do detento. Depois disso, o suspeito levou o corpo até a porta do alojamento e comunicou os guardas de que havia assassinado o homem, não mencionando os outros dois envolvidos.

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