Reuters cita duas fontes sobre possível viagem do senador
Autoridades brasileiras e argentinas dizem não haver registros de passagem pelos controles migratórios O senador Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos, segundo duas fontes ouvidas pela agência Reuters. A possível viagem é investigada pela Polícia Federal (PF), mas, até o momento, não há confirmação oficial de que o parlamentar tenha embarcado para o exterior.
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Mais cedo, o jornal argentino Infobae publicou que Flávio teria atravessado a fronteira entre o Brasil e a Argentina por Puerto Iguazú, utilizando seu documento de identidade. De acordo com o veículo, ele seguiria para os Estados Unidos em um avião Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A.
Registros do serviço de monitoramento aéreo FlightRadar24 indicam que a aeronave saiu de Buenos Aires e chegou a Puerto Iguazú às 23h45, no horário de Brasília. O avião, porém, não havia registrado nova decolagem da cidade até o momento mencionado nas reportagens.
Ainda não há confirmação de que Flávio tenha embarcado nessa aeronave ou de que tenha utilizado outro voo para chegar aos Estados Unidos.
Na manhã desta terça-feira, 27 de outubro, o controle de imigração do governo argentino informou que não havia registro de entrada de Flávio Bolsonaro no país. No Brasil, informações divulgadas pelo blog da jornalista Andréia Sadi, do g1, apontam que a Polícia Federal também não encontrou registros de passagem do senador por pontos regulares de controle migratório brasileiros.
As informações levantam dúvidas sobre o trajeto que o parlamentar teria feito, enquanto a investigação busca esclarecer se ele realmente deixou o país.
A possível viagem ocorre após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na noite de domingo, 25 de outubro, o magistrado ordenou que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal até as 11h desta terça-feira. Segundo as informações divulgadas, o senador não cumpriu o prazo estabelecido pela decisão judicial.
A ordem foi proferida em um processo que investiga Flávio e o advogado Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro em um suposto esquema envolvendo empresas ligadas a Tomaz e plataformas de apostas. Os dois reconhecem que são amigos, mas negam sociedade entre si e qualquer irregularidade.
Carol De Toni critica decisão
A senadora eleita por Santa Catarina Carol De Toni (PL) publicou uma manifestação nas redes sociais em defesa de Flávio. Na publicação, ela destacou os 59,8 milhões de votos recebidos pelo candidato no segundo turno, equivalentes a 48,21% dos votos válidos, e criticou a determinação de entrega dos passaportes.
Carol afirmou que o pedido para que Flávio entregasse os documentos ocorreu poucos minutos após a divulgação do resultado eleitoral. Também citou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão e a situação de Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos e é alvo de um mandado de prisão no Brasil.
Ao comentar a situação do senador, a parlamentar eleita declarou que ele conseguiu deixar o país, mas que poderia ser preso caso retornasse. Essa afirmação, porém, não foi confirmada pelas informações divulgadas pela Reuters nesta terça-feira, que apontam que o paradeiro de Flávio continua desconhecido.
Até o momento, não havia confirmação oficial de que o senador tenha viajado para os Estados Unidos.