O que aconteceu no Brasil no último domingo deixa uma clara evidência. Em meio à polarização, à guerra de narrativas e à desconfiança nas instituições, a verdade parece ter perdido espaço para aquilo que cada lado quer acreditar.
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A política se resumiu a um campo de batalha em que acusações circulam em segundos e a correção dos fatos raramente alcança a mesma repercussão da polêmica.
Nesse jogo, quem grita mais alto nem sempre tem razão, mas pode conquistar a atenção que procura.
As decisões das instituições também precisam ser transparentes e estar abertas ao questionamento.
Prorrogação do horário de votação, procedimentos eleitorais e qualquer medida excepcional exigem explicações claras. Questionar não é acusar sem provas; é exigir que a confiança pública seja sustentada por fatos.
Enquanto isso, o brasileiro segue pagando impostos, enfrentando o custo de vida e esperando que os políticos cumpram suas promessas. No fim, pouco importa quem construiu a narrativa mais convincente se a realidade de quem trabalha continua a mesma.
Em um país de malandro, ganha quem mente mais.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.
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