Ex-presidente ficou 14 dias internado para tratar uma pneumonia decorrente de broncoaspiração
Domiciliar temporária para o ex-presidente é por 90 dias, a princípio - Foto: Divulgação O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, por volta das 10h desta sexta-feira, 27 de março. O político foi internado no dia 13 de março após o diagnóstico de pneumonia decorrente de broncoaspiração.
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Bolsonaro chegou a ficar internado na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) do hospital, mas recebeu alta na última segunda-feira, 23 de março. Nesta terça-feira, 25 de março, Moraes concedeu prisão domiciliar temporária para o ex-presidente por 90 dias. Após esse período, o ministro vai reanalisar os requisitos para a permanência ou não da prisão domiciliar.
A concessão ocorreu após a Procuradoria-Geral da República se manifestar favorável à prisão domiciliar para o ex-presidente. Segundo o órgão, “está demonstrado que o estado de saúde do postulante da prisão domiciliar demanda a atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto para propiciar”.
O pedido da defesa de Bolsonaro foi protocolado ao ministro Moraes no dia 17 de março. No documento, a defesa cita o relatório médico do ex-presidente, que aponta para a possibilidade de novos episódios como os que levaram à internação na sexta-feira.
Os advogados afirmam que a estrutura na Papudinha, onde Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista, é considerada boa, mas que Bolsonaro está frágil do ponto de vista clínico.
“A partir desse dado objetivo, verifica-se que a permanência do peticionário no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenário de comorbidades múltiplas e já documentadas”, afirmou a defesa no pedido.