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Diretor de presídio em SC é preso sob suspeita de receber vantagens para favorecer detento

A "Operação Carne Fraca" foi deflagrada nesta quinta, 26

Por Redação, Revista Única
26/02/2026 - 16h50
A operação foi realizada em apoio à 15ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages - Foto: Divulgação

Uma operação realizada nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, resultou na prisão do diretor do Presídio Regional de Lages, na Serra Catarinense. A ação, batizada de “Carne Fraca”, foi deflagrada pelo Gaeco e pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac), ambos vinculados ao Ministério Público de Santa Catarina.

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Segundo as investigações, o policial penal Rodrigo Barroso é suspeito de receber benefícios da esposa de um detento em troca de favorecimentos dentro da unidade prisional. A operação foi realizada em apoio à 15ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages, responsável pelo procedimento que originou a apuração. Conforme o Ministério Público, os fatos investigados teriam ocorrido entre março e outubro de 2025.

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A esposa do detento beneficiado dentro da unidade prisional seria proprietária de um estabelecimento de entretenimento adulto. Com base nisso, ela ofereceria serviços do local ao diretor em troca das favores ao marido no presídio. O policial penal também receberia produtos como carnes e bebidas.

De acordo com o MPSC, “conforme destacado na representação, as vantagens oferecidas integrariam um contexto contínuo de troca, no qual benefícios administrativos eram seguidos de vantagens materiais e pessoais, caracterizando uma relação estável de reciprocidade e a utilização da função pública para atender interesses privados”.

A denominação da operação “Carne Fraca” foi escolhida, conforme o MP, “por remeter ao conjunto de vantagens indevidas identificadas no curso da investigação, especialmente à entrega reiterada de carnes nobres ao agente público, em contexto diretamente vinculado a intervenções funcionais”. A denominação também remete, simbolicamente, à fragilidade ética evidenciada nas condutas apuradas, nas quais a função pública teria sido vulnerabilizada por interesses privados, segundo o MPSC.

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