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Contas do governo federal registram déficit de R$ 53,3 bilhões

Resultado divulgado pelo Tesouro Nacional mostra piora nas contas públicas em relação ao ano passado

Por Redação, Revista Única
01/07/2026 - 15h57.Atualizada em 01/07/2026 - 16h58
Caso saldo de R$ 60 bilhões se confirme, será o terceiro ano consecutivo no negativo sob a gestão atual - Foto: Reprodução

As contas do governo federal encerraram o mês de maio com déficit primário de R$ 53,3 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional na segunda-feira, 29 de junho.

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O resultado reúne as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central e reflete a diferença entre as receitas e as despesas do governo, desconsiderando os gastos com juros da dívida pública.

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O déficit primário ocorre quando a arrecadação com impostos, contribuições e outras receitas não é suficiente para cobrir as despesas do setor público.

Em outras palavras, o governo gastou mais do que arrecadou para manter o funcionamento da máquina pública e financiar programas e serviços.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o déficit primário alcançou R$ 44,4 bilhões. No mesmo período de 2025, o governo havia registrado superávit de R$ 32,9 bilhões, evidenciando uma mudança significativa no cenário fiscal.

A projeção oficial para 2026, considerando as regras do arcabouço fiscal e os abatimentos previstos na legislação, aponta para um déficit de aproximadamente R$ 60,3 bilhões. Caso a estimativa seja confirmada, será o terceiro ano consecutivo de resultado negativo nas contas públicas durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O desempenho das contas públicas é acompanhado de perto por investidores, analistas e instituições financeiras, já que influencia indicadores como a dívida pública, os juros, a inflação e a confiança na economia.

Resultados fiscais negativos de forma recorrente podem aumentar a pressão por medidas de contenção de despesas ou pela ampliação das receitas do governo.

Enquanto a equipe econômica defende o fortalecimento da arrecadação e a revisão de benefícios tributários como parte da estratégia de ajuste fiscal, especialistas e críticos apontam a necessidade de maior controle sobre o crescimento dos gastos públicos.

Com o resultado de maio, o equilíbrio das contas públicas volta ao centro das discussões econômicas. O desafio do governo será conciliar a manutenção de investimentos e programas sociais com o cumprimento das metas fiscais estabelecidas, em um cenário de crescente pressão por responsabilidade nas finanças públicas.

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