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Vice do Novo em SC dá indício de aliança de Zema com Flávio Bolsonaro

Por Fabiano Bordignon
29/01/2026 - 14h06

A movimentação do governador Jorginho Mello ao escolher Adriano Silva (Novo) como pré-candidato a vice vai além da matemática estadual — e precisa ser lida também sob a ótica nacional.

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Jorginho sabe que o MDB é um partido historicamente dividido em Santa Catarina. Mesmo sem entregar a vaga de vice, ele tende a manter uma parcela significativa das lideranças e do eleitorado emedebista ao seu lado, especialmente pela capilaridade que o governo construiu. 

Joinville é o maior colégio eleitoral do Estado e Adriano Silva carrega o peso simbólico e prático dessa base. Não é apenas uma escolha partidária, é uma escolha territorial e estratégica, conforme já mencionei em coluna anterior. Tudo certo até aqui. 

Mas há um componente que pode ser ainda mais indicativo, que sugere o alinhamento nacional. Se o cenário federal caminhar para a candidatura consolidada de Flávio Bolsonaro à Presidência, o desenho das alianças nos estados passa a dialogar com esse projeto. Na última eleição presidencial, a diferença no Nordeste foi decisiva, mas há quem avalie que uma ampliação de vantagem em Minas Gerais e São Paulo poderia ter equilibrado o jogo.

Tarcísio, deve permanecer em São Paulo e liderando um palanque forte, tende a abrir margem significativa no maior colégio eleitoral do país. Em Minas, o nome natural para fortalecer esse eixo seria Romeu Zema, também do Novo. Um vice presidencial mineiro ampliaria o peso estratégico do estado na disputa.

Dentro dessa lógica, a escolha de Adriano Silva em Santa Catarina deixa parênteses  para uma construção mais ampla. A aproximação do PL catarinense com o Novo, fortalece pontes para um eventual desenho nacional em que o Novo esteja na vice de uma chapa presidencial alinhada à direita.

Claro, política é dinâmica e cenários mudam. Mas a decisão de Jorginho parece menos improviso e mais posicionamento — estadual com reflexo federal. Aí entendo que essa estratégia tem fundamento e que Zema possa ser o o vice de Flávio Bolsonaro.

Fabiano Bordignon

Blog do Bordignon

Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.

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