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PT esperou o momento certo para abrir fogo contra Flávio Bolsonaro

Por Fabiano Bordignon
22/05/2026 - 12h14

A pré-campanha presidencial entrou oficialmente na fase da artilharia pesada. O PT e o aparelhamento decidiram abrir fogo contra o adversário que hoje ocupa o centro do tabuleiro e vem muito bem nas pesquisas. 

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Não foi por acaso que a primeira leva de bombas foi implodida sobre Flávio Bolsonaro, após ele se envolver com o banqueiro Daniel Vorcaro, ao pedir patrocínio para o filme do pai.

A estratégia do PT em atacar não começou antes porque o Planalto precisava ter certeza que Tarcísio de Freitas não entraria na disputa presidencial. Se o desgaste sobre Flávio tivesse sido antecipado, o movimento natural do eleitorado conservador seria empurrar Tarcísio para o centro da corrida. O PT sabia disso. Esperou o fim da janela partidária, que previa a descompatibilização e o cenário estabilizar para então apertar o gatilho.

Sem dúvida, o fogo cruzado tende a aumentar semana após semana. Flávio precisará vestir um verdadeiro colete à prova de balas. Virão denúncias, dossiês, pressão midiática, narrativas digitais e uma disputa brutal de opinião pública. Afinal ninguém entra numa eleição presidencial sem passar pelo moedor de reputações.

Mas, meus caros, o outro lado também joga cercado de fragilidades. Lula carrega um amplo telhado de vidro. Ele vai além de sua idade avançada. A alta rejeição comprova que o governo enfrenta desgaste natural.

A população sente no bolso os reflexos de descontrole fiscal e falta dinheiro na rua. Sem contar a quebradeira de inúmeras empresas, quando não conseguem se adaptar ao modelo de recuperação judicial. 

O ambiente político segue muito mais polarizado do que nunca. A guerra será longa e sem trégua. Até agosto, quando as candidaturas realmente precisarão ser registradas, tudo pode mudar.

Nos bastidores do PL, existe quem já admita um plano alternativo. Se o desgaste sobre Flávio Bolsonaro ultrapassar o limite considerado administrável, a candidatura pode acabar caindo no colo de Michelle Bolsonaro, nome que mantém forte apelo popular no eleitorado conservador e rejeição menor em alguns segmentos estratégicos.

Outro fator muda completamente o jogo em 2026. O TSE tem uma composição diferente da eleição passada. Não terá à frente, teoricamente, uma marionete do jogo sujo - sabemos quem é. Sob a liderança do ministro Nunes Marques, a campanha tende a ser mais honesta. 

Veremos…

Fabiano Bordignon

Blog do Bordignon

Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.

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