A sucessão de arbitrariedades envolvendo Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro, Flávio Dino e André Mendonça cria um cenário politicamente explosivo.
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Para mim, a análise mais importante nem é avaliar cada episódio isoladamente, mas o reflexo político que essas decisões monocráticas dos ministros que defendem o sistema podem gerar.
Está cada vez mais explícita a percepção de grande parte da população de que a lei está sendo aplicada para defender os principais atores políticos que governam nosso país.
Mas, em meio a tanto escárnio, isso é combustível eleitoral para a direita. Se, ao menos nesta eleição, os coordenadores de campanha da ala direitista forem inteligentes, Flávio Bolsonaro pode se beneficiar diretamente desse ambiente.
Principalmente se conseguir transformar a indignação em uma mensagem simples e nítida de que o sistema perdeu a vergonha na cara. Que, desde a eleição de Lula, em 2022, transformou o Brasil em um sistema antidemocrático e sem respeito algum à Constituição.
Se souber usar tudo isso sem exageros, sem acusações irresponsáveis e com fatos, que estão aí para quem quiser enxergar, poderá transformar uma crise institucional em uma poderosa onda eleitoral — e até sonhar com a vitória no primeiro turno.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.
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