Cada vez mais a caixa-preta que envolve o Banco Master deixa de ser apenas um assunto restrito ao mercado financeiro e passa a ecoar com força nos corredores de Brasília.
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O que antes era tratado como especulação de bastidor agora ganha contornos políticos — e dos grandes. Não tenho dúvida de que quando a as coisas começarem a ficar mais transparentes, os efeitos refletirão diretamente nas próximas eleições presidenciais.
O sistema político brasileiro tem histórico de terremotos eleitorais provocados por escândalos financeiros. Quando o assunto envolve corrupção e eventuais conexões com campanhas ou agentes públicos, o impacto deixa de ser técnico e passa a ser eleitoral.
Estamos a pouco tempo de uma nova corrida presidencial. Qualquer revelação mais robusta pode mudar o humor do eleitor e redesenhar alianças. A política é sensível a narrativas — e nada pesa mais do que a percepção de privilégios a entes públicos.
Hoje ainda há muitas perguntas no ar. Mas uma coisa é certa: quanto maior o silêncio, maior a expectativa. E quando a tampa dessa panela de pressão sair, dificilmente será algo pequeno.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.
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