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Todos os olhos voltados para a Alesc

Por Cláudio Prisco Paraíso
15/07/2025 - 09h47

A semana política em Santa Catarina estará toda voltada para a Assembleia, onde os parlamentares vão apreciar muitos dos projetos encaminhados pelo governador Jorginho Mello.

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No pacotaço que aterrissou no Legislativo estadual, com 58 iniciativas, 31 delas vão merecer a apreciação e votação dos 40 deputados.

Outras 27 matérias vão ficar para depois do recesso, para o segundo semestre, até para que o Legislativo não se pronuncie em torno de 100% das propostas do Centro Administrativo.

Desses 31 projetos, a esmagadora maioria será aprovada. Já os outros 27 vão exigir uma negociação mais detalhada.

E aí entra também toda a questão política, em que os parlamentares, naturalmente, vão querer se valorizar e ter uma contrapartida administrativa em atendimento de suas bases eleitorais.

Ambiente

Afinal de contas, o mundo político já respira o clima pré-eleitoral e muitos deles são candidatos à reeleição ou a outro mandato eletivo. Como a concorrência sempre é pesada sob o aspecto da disputa eleitoral, claro que os parlamentares desejam se cacifar.

Republicano

Ou seja, nem resolveram sentar em cima e nem resolveram aprovar tudo. Buscaram o meio-termo. O presidente Júlio Garcia deixou muito claro que não pretende misturar o componente partidário do ano vindouro com as matérias de cunho administrativo.

Correligionários

Júlio Garcia é correligionário de João Rodrigues, que é o adversário direto de Jorginho Mello na disputa pelo governo, uma vez confirmada, consolidada e homologada a candidatura do prefeito de Chapecó até 5 de agosto do ano que vem.

Aliás, há duas semanas que ele não deu mais o ar de sua graça. Jorginho Mello, naturalmente, no exercício do cargo de governador, continua nadando de braçadas em relação ao projeto de reeleição.

Gelo

Até porque a conversa também gira em torno de Carlos Bolsonaro. Ele poderia vir a concorrer ao Senado em Santa Catarina, especulação que deu uma bela esfriada. Nada mais se falou.

Talvez pelo sentimento de que a repercussão não foi nada favorável.

Sinais

O assunto arrefeceu antes mesmo das pesquisas sinalizarem. Foi pelo sentimento comum mesmo de que essa ideia maluca não daria certo.

Aí entra um outro ingrediente, porque, com a hipotética vinda de Carluxo, partiu-se da premissa de que alguém ficaria sem vaga na majoritária, especialmente Esperidião Amin, o que poderia levar a União Progressista, reunindo o PP e União Brasil, para o colo de João Rodrigues.

Guilhotine

Mas, talvez, não seja nada disso. Quem poderia vir a perder a vaga seria a deputada federal Caroline De Toni, até para fortalecer a aliança. Isso tudo contando que Carlos Bolsonaro estará elegível, o que é, definitivamente, uma possibilidade remotíssima.

Família

Não só para ele, quanto para o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Tudo leva a crer que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), eivado de influência politiqueira, deixará metade da família inelegível e a outra metade, liberada.

Dupla

Os dois que estariam em condições de concorrer às eleições, sem fazer companhia ao inelegível Jair Bolsonaro, seriam o senador Flávio Bolsonaro, que vai à reeleição ao Senado pelo Rio de Janeiro, e a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, que tem tudo para concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.

A curva descendente do MDB-SC

Por Cláudio Prisco Paraíso
12/07/2025 - 14h57

O MDB, ao longo das últimas décadas, constituiu-se no principal partido político catarinense, até brasileiro.

Mas, ficaremos restritos ao território estadual. Com o restabelecimento das eleições diretas para os estados, em 1982, houve o primeiro grande embate entre o PMDB e o PDS. O PMDB foi o sucedâneo do MDB e o PDS, da Arena, no bipartidarismo que marcou os 21 anos do regime militar.

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Naquela primeira eleição, o jovem Esperidião Amin suplantou o senador Jaison Barreto por apenas 12.500 votos. Na oportunidade, Amin era deputado federal de primeiro mandato.

Em sua sucessão, a história registrou a eleição do emedebista Pedro Ivo Campos, que foi o candidato do partido ao Senado no pleito anterior e perdeu para Jorge Bornhausen por menos de 1.500 votos.

Pedro Ivo disputou a convenção com Jaison Barreto para indicação da candidatura ao governo em 1982. O governador não completou o mandato.

Seu falecimento prematuro fez com que Casildo Maldaner exercesse o período final no cargo máximo de SC e acabou sucedido por Vilson Kleinübing, que derrotou outro emedebista, Paulo Afonso Vieira.

Período

Ele, aliás, foi o candidato do MDB ao longo de toda a década de 1990. Perdeu em 1990 para Kleinübing. Em 1994, venceu a parada contra a então deputada federal Angela Amin e, em 1998, perdeu para Esperidião Amin.

Histórica

Em 2002, renunciando à prefeitura de Joinville, Luiz Henrique da Silveira chegou para derrotar Esperidião Amin na reeleição, sendo reconduzido em 2006.

Longevidade

Então, observa-se como parâmetro que o MDB teve cabeça de chapa de 1982 a 2006. Depois, cedeu o espaço em 2010 e 2014, mas por uma articulação do próprio Luiz Henrique, que era o grande líder do MDB. LHS encaixou Eduardo Pinho Moreira como vice de Raimundo Colombo (filiado ao PFL à época).

Derrapada

Há sete anos, em 2018, Mauro Mariani trouxe o MDB de volta à cabeça de chapa. Ele tinha tudo para ir para o segundo turno. Até ali, a sigla sempre havia carimbado o passaporte para o segundo turno. No caso de Raimundo Colombo, não teve candidato, mas o apoiou com o vice e ganharam as duas eleições no primeiro turno. Ocorreu que, em 2018, Mauro Mariani ficou fora diante do vendaval Jair Bolsonaro em Santa Catarina.

Ilustre desconhecido

O candidato a presidente guindou Carlos Moisés da Silva ao segundo turno, oportunidade na qual ele bateu Gelson Merísio. Para fechar, em 2022, Antídio Lunelli, empresário bem-sucedido, ex-prefeito de Jaraguá do Sul, foi buscar a candidatura na convenção do Manda Brasa.

Fileiras

Acabou derrotado internamente. Os emedebistas optaram pelo ex-prefeito de Joinville, Udo Döhler, para a vice do então governador Carlos Moisés da Silva, que sequer foi para o segundo turno.

Atualidade

Agora, em 2026, o MDB não terá candidato ao governo. Para piorar a situação, corre o risco de sequer marcar presença na chapa majoritária. Teve candidato na cabeça de chapa até 2018, em 2022, indicou o vice e, no ano que vem, está sujeito a apenas lançar chapas proporcionais à Câmara e à Assembleia. Isso é resultado de falta de liderança para comandar e pilotar aquele que foi o grande partido catarinense ao longo de mais de quatro décadas.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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