João Paulo Kleinübing - Foto: Secom/SC/Divulgação João Paulo Kleinübing é natural de Florianópolis. Ganhou impulso em sua carreira política administrando em duas oportunidades a maior cidade do Vale do Itajaí, Blumenau, que também representou como deputado estadual.
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Décio Lima, o petista, nasceu em Itajaí, mas também foi prefeito da loura Blumenau por oito anos e, curiosamente, os dois representantes do Vale assumiram posições de muito relevo em 2023. O canhoto Lima foi eleito e empossado presidente do Sebrae Nacional.
Outro catarinense, José Zeferino Pedrozo, o Zezo, é presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae. Esta semana foi a vez de Kleinübing assumir a presidência do BRDE.
O banco foi criado na gestão do ex-presidente Jânio Quadros, quando os governadores do Sul eram Celso Ramos (SC), Leonel Brizola (RS) e Nei Braga (PR).
O BRDE, em 2022, emprestou R$ 4,4 bilhões para investimentos nos três estados sulistas.
Lucro
O banco teve lucro de meio bilhão de reais, com base estruturada em 95% dos municípios do Sul.
Estrutura
João Paulo Kleinübing entra no comando desta vigorosa estrutura. Mas ele ficará todo o período do mandato ou em abril de 2024 vai bater em retirada para ser uma alternativa à prefeitura da terceira maior cidade de Santa Catarina?
Observando
Décio, que foi o adversário de Jorginho Mello no segundo turno de 2022, não será candidato a prefeito de Blumenau. Mas pode apoiar a mulher, Ana Paula Lima, que se elegeu deputada federal.
Vale tudo
Trocando em miúdos, no Vale poderemos ter uma prévia, já em 2024, do que virá na disputa estadual de 2026.
Alagoanos
Alagoas é um estado pequenino, economicamente fraco se comparado com as unidades do Sul e do Sudeste. Mas ao longo da história, Alagoas tem se destacado. Os dois primeiros presidentes do período republicano foram Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. Dois alagoanos. Marechais.
Vice
Floriano foi vice de Deodoro no primeiro mandato. Até eles se desentenderem e Floriano precipitou sua investidura na presidência. Mais recentemente, houve o “fenômeno” Fernando Collor de Mello. De lá, das Alagoas.
Timing
Agora, depois de tantos e tantos anos, Collor está sendo condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O mesmo STF que descondenou Lula da Silva. Hoje temos dois alagoanos se digladiando em Brasília. Arthur Lira, o presidente da Câmara, e Renan Calheiros.
Cânon
Nenhum dos dois serve para santo. Lira hoje é a principal figura da República. Gostemos ou não. Foi eleito para o comando da Câmara com a maior votação da história. Pelo menos 300 parlamentares o seguem de olhos vendados. Sem contestar. E o governo? Quantos votos tem?
Claudicando
Falam em cerca de 150. O que é a metade dos votos sob controle de Lira. As MP’s que confirmam a nova super, hiper, mega estrutura do governo esquerdista, só passaram depois de Lula da Silva tomar a bênção de Lira. O fim de Lula pode ser o mesmo de Dilma.
Jorginho Mello participou, na última sexta, 02 de junho e no sábado, 03, da reunião dos governadores do Cosud - embrionário consórcio dos mandatários das quatro unidades federadas do Sudeste e as três do Sul.
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O encontro ocorreu em Belo Horizonte. O anfitrião, Romeu Zema, governador de Minas que recentemente esteve em SC, fez uma menção honrosa ao estado. Mais uma vez.
Refere-se a Santa Catarina como referência de padrão, um estado que deu certo. Por aqui, não há petróleo, minerais como em outras unidades.
Não temos vastas terras agricultáveis em extensão como o Paraná. E também não existe, no território catarinense, uma coleção de empresas estatais.
Só temos a Eletrosul, a maior do Sul, mas que já teve mais importância. É um estado redondo, de um povo trabalhador, compenetrado, focado com base numa colonização com três etnias fantásticas: açorianos, alemães e italianos.
Força do trabalho
Além disso, Santa Catarina tem perfil essencialmente empreendedor, potencialmente exportador. Dependendo da região, há uma potencialidade diferente. A economia é diversificada, com maioria de microempresas e pequenas propriedades rurais.
Negatividade
Só um índice que nos envergonha. O de saneamento, que é um problema crônico do Brasil.
O encontro marcou a disposição dos sete governadores de buscar a oficialização desse consórcio. Até hoje, houve reuniões informais entre a turma do Sul e do Sudeste.
Aprovação
A ideia é que os sete mandatários apresentem às Assembleias Legislativas de seus estados um projeto de lei padrão, apresentado durante o encontro de Minas.
Nova rodada
A próxima reunião, em julho, será na Capital catarinense. A pretensão é que todos aprovem esses projetos antes do recesso do meio do ano.
Independência, ainda que tardia
Jorginho Mello colocou com pertinência que esses estados não podem ficar dependendo da União. Claro que vão pressionar em Brasília por um pouquinho mais de recursos, ficar mendigando nossos próprios recursos para burocratas experimentados em dizer não, mas as unidades do Cosud precisam caminhar com as próprias pernas.
Custo alto
Evidentemente que para obras estruturantes dependendo da União. Agora, como o Brasil caminha para o abismo rapidamente, os governadores do Cosud buscam uma tábua de salvação.
Desvairado
Não podemos ficar à mercê de um presidente da República sem eira nem beira. Lula da Silva está completamente fora de qualquer padrão. O jornal O Estado de S.Paulo definiu muito bem o governo: “Lula perdido da Silva”. É uma tranqueira só. Lula III não chega nem perto daquele Lula de 20 anos atrás.
Contra o tempo
Os estados não querem ficar dependendo da União, e daqui a pouco o Centro-Oeste vem junto com o Sul e o Sudeste. Isolando o Norte e o Nordeste, regiões absolutamente dependentes da União. São os mais atendidos e os que apresentam o menor retorno para seus habitantes. Ali está o grande nicho do Bolsa Família, o bolsa-voto que não tira ninguém da miséria.
Avançando
A próxima reunião, em Florianópolis, será decisiva para a “independência” dos sete estados. Representam 56% da população e mais de 60% do PIB e são unidades federadas que vão exercer influência direta na pauta do Congresso Nacional.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.