Jair Messias Bolsonaro - Foto: Agência Brasil/Divulgação Contrariando a ideia de que as eleições municipais de 2016 influenciariam as eleições de 2018, presenciamos a ascensão da onda bolsonarista pelo Brasil, culminando na eleição de Jair Bolsonaro.
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A chama do antiPT, reforçada pela prisão de Lula e a representação na campanha por Fernando Haddad, deu lugar ao surgimento de uma nova onda política, capitaneada pelo então desconhecido Carlos Moisés da Silva, em Santa Catarina.
Em Santa Catarina, a onda bolsonarista logrou uma expressiva vitória, resultando na eleição de Carlos Moisés da Silva para o governo do estado. Apesar de ser um coronel da reserva dos bombeiros pouco conhecido, o apoio de Bolsonaro impulsionou a sua eleição e também de quatro deputados federais e seis estaduais.
No entanto, a força bolsonarista não foi suficiente para eleger o senador Lucas Esmeraldino, que perdeu por uma margem estreita de dezoito mil votos. Jorginho Melo e Esperidião Amin conquistaram as vagas para o Senado.
As eleições municipais e a derrota de Bolsonaro em 2022
No quadro geral, mesmo com a presença marcante do bolsonarismo, as eleições municipais de 2020 não exerceram influência no resultado das eleições de 2022. Bolsonaro, na disputa com Lula da Silva, acabou derrotado por uma pequena margem, porém manteve-se forte em Santa Catarina.
A continuidade do bolsonarismo e os mandatos em 2022
Apesar da derrota de Bolsonaro em 2022, o bolsonarismo se mostrou ainda mais expressivo naquele ano do que em 2018. Mesmo com a queda de cinco a seis pontos na candidatura à presidência, o PL elegeu bancadas mais consistentes. Ainda, Jorge Seif, um secretário da pesca que nunca havia disputado uma eleição, foi eleito senador, um claro sinal da força do bolsonarismo.
A estratégia para 2026 e o foco nas prefeituras
Diferente de Carlos Moisés, que não fez campanha para as prefeituras em 2020 por falta de experiência política, Jorginho Melo, atual governador de Santa Catarina, se prepara para eleger uma safra de prefeitos do PL. O objetivo é pavimentar seu projeto de reeleição em 2026, com foco nos grandes e médios municípios.
PL, o novo partido de direita fortalecido
O resultado das eleições de 2022 evidenciou o Partido Liberal (PL) como um forte representante da direita brasileira. Ainda, o PSD tenta se fortalecer para estabelecer um contraponto com o PL, enquanto o PT tem dificuldades para eleger prefeitos. Assim, o PL tem grandes perspectivas de eleger prefeitos nos médios e grandes municípios.
O eleitorado catarinense e as eleições de 2026
As eleições de 2024 poderão sim exercer influência sobre 2026, uma mudança em relação aos ciclos eleitorais de 2016 e 2020. Embora ainda seja incerto o comportamento do eleitorado em relação ao bolsonarismo em Santa Catarina, se o movimento mantiver um poder de influência de 30%, isso pode ser decisivo para as eleições de 2026.
Atos de 8 de janeiro - Foto: Reprodução/SBT A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) abriu suas portas na última terça-feira, 06 de junho. Ainda no início, as atividades estão por ganhar ritmo, sobretudo após o feriado de Corpus Christi. O movimento é esperado para a próxima semana.
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A participação catarinense já se mostrou forte e incisiva. Com apenas um titular, o senador Esperidião Amin, de notável exuberância intelectual e verbal, confirmou que os organismos de inteligência haviam comunicado previamente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a ameaça de invasão e depredação. Uma informação preciosa que, infelizmente, foi ignorada.
Como suplente, mas atuando na titularidade, o senador Jorge Seif também se destacou. Seu posicionamento firme, alinhado com Amin, rendeu elogios. Ele demonstrou coragem e combatividade, características que serão essenciais para Santa Catarina, um estado majoritariamente bolsonarista, manter uma participação relevante nesta CPMI.
Oposição no controle
Apesar do governo ter estabelecido uma maioria confortável na CPMI, não podemos esquecer que a oposição está na liderança, com o presidente Arthur Maia no controle. A relatoria governista, ocupada por uma senadora maranhense, aliada e conterrânea do polêmico ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino, terá de trabalhar sob essa liderança.
Um relatório alternativo
Há possibilidade de a oposição apresentar um relatório alternativo ao final da CPMI. Tal ação poderia criar um contraponto à narrativa que o governo tentará impor, com a ajuda do “vassalo e capacho” presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
A verdade nas redes sociais
Por mais que a mídia tradicional tente manipular a narrativa (fazendo crer que apenas bolsonaristas depredaram patrimônio público) a verdade se manifesta nas redes sociais. Bolsonaristas responsáveis pelas badernas devem responder, mas também precisamos explorar a possível participação de esquerdistas ou de partidos de esquerda nas ações investigadas.
Omissões a serem investigadas
As imagens do general G. Dias, ex-guarda-costas de Lula, permitindo a invasão e depredação do Palácio do Planalto, exigem uma análise cuidadosa. Como o senador Esperidião Amin destaca, não só as ações devem ser investigadas, mas também as omissões.
A CPMI e Lula da Silva
Enfim, é preciso ver se Lula da Silva resistirá à essa CPMI. Afinal, CPI é um processo imprevisível. Como dizia Ulysses Guimarães, sabemos como começa, mas nunca como termina. Este segundo semestre promete ser longo para Lula da Silva e para este governo que já exala um cheiro nada agradável.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.