João Henrique Blasi - Foto: Divulgação/TJSC O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já definiu os quatro nomes para duas vagas na corte: magistrados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará. Santa Catarina tinha apenas um nome na disputa, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador João Henrique Blasi, que levou apenas dois votos. O ex-deputado estava cotado para aparecer entre os mais votados.
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Santa Catarina tem a tradição de sempre ter dois nomes no STJ, a segunda corte mais importante do país, que vem logo após as supremas togas do STF. Inicialmente, Hélio Mosimann abriu caminho, tendo desempenhado papel preponderante para a chegada de Paulo Gallotti.
Com a aposentadoria de Mosimann, logo depois chegou o ex-presidente do Tribunal de Justiça, Jorge Mussi. Posteriormente, Marco Aurélio Buzzi chegou ao STJ. Ele teve o apoio do falecido e saudoso Teori Zavascki, natural de Faxinal dos Guedes, no Oeste catarinense.
Trajetória de Zavascki
Teori Zavascki chegou ao STJ não pela sua origem catarinense, mas pela sua carreira no Rio Grande do Sul. Ele foi quem introduziu no STJ, o então desembargador Marco Aurélio Buzzi. Em outras palavras, o único representante hoje do estado em uma corte sediada em Brasília alcançou tal posição não por meio de articulações e influências de Santa Catarina.
Aposentadoria de Mussi
Recentemente, o ex-ministro Jorge Mussi optou por uma aposentadoria repentina. Ele almejava a presidência do STJ, mas viu uma ministra de São Paulo assumir o cargo. Seu escritório de advocacia foi acionado em um caso de grande repercussão. Porém, após desentendimentos, ele foi dispensado.
Controvérsias em Santa Catarina
Além do caso de Mussi, houve outros episódios envolvendo magistrados catarinenses, situações essas que contribuíram para respingar nas pretensões de Blasi de chegar ao STJ. Um desembargador se viu em uma situação desagradável de repercussão nacional, manchando a imagem do Judiciário local. Ademais, nove magistrados da Comarca de Tubarão declararam-se suspeitos em um caso envolvendo o ex-prefeito Joares Ponticelli, o que levou o caso ao Conselho Nacional de Justiça.
Ah tá
De fato, uma situação surreal e sem precedentes na história catarinense. Isso ocorreu depois de Ponticelli renunciar ao mandato de prefeito da Cidade Azul. Durante a Operação Mensageiro, todos os nove magistrados se consideraram suspeitos. Uma situação que tem chamado a atenção e intrigado muitos em Santa Catarina.
Perspectivas Futuras
Mais ou menos uma década atrás, João Henrique Blasi esteve próximo de conquistar uma vaga no STJ, mas não foi nomeado pelo presidente de plantão, embora presente na lista tríplice.
Durante a última passagem de Jair Bolsonaro por SC, há menos de um mês, registramos o seguinte: a intenção do líder conservador é escalar bolsonaristas, preferencialmente os considerados raiz, para o pleito de 2024.
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Nas diversas conversas reservadas que Jorginho Mello teve com o ex-presidente, Bolsonaro deixou claro que estará à disposição para visitar alguns municípios catarinenses, apoiando os nomes liberais na campanha do próximo ano, desde que não esteja preso devido à evidente perseguição que enfrenta.
Isso deve ocorrer nos principais municípios, como Joinville, Florianópolis, Blumenau, Criciúma, São José, Chapecó, Itajaí e Balneário Camboriú. São algumas das cidades mapeadas para receber o ex-presidente durante a disputa municipal.
Na cidade mais populosa do estado, a candidatura do deputado Sargento Lima (PL) começa a se consolidar. Reeleito com 70 mil votos, ele tem origem militar, mas tem mostrado grande habilidade verbal e de articulação política.
O parlamentar já conta com o apoio do deputado federal Zé Trovão; do primeiro suplente na Câmara dos Deputados e secretário da Defesa Civil de Santa Catarina, Coronel Armando; além do ex-presidente da Fetrancesc, atual presidente do Badesc e terceiro suplente de federal, Ari Rabaiolli. Maurício Peixer, deputado estadual em exercício, também de Joinville, é outra liderança alinhada com Sargento Lima.
Composição
A proposta é ter um empresário de origem germânica, tipicamente joinvilense, como vice na chapa. E associar o deputado ao empresário que aceitar o desafio, reforçando que o futuro governo será conduzido por ambos.
Nicho
Uma candidatura segmentada, como a de Lima, de origem militar, é frequentemente vista com certa reserva em disputas majoritárias.
Fórmula antiga
Vale recordar que Lula da Silva, após três tentativas sem sucesso, na quarta tentativa para a Presidência, escolheu como vice o saudoso empresário Zé Alencar, de Minas Gerais. E obteve sucesso.
Horizonte
Essa estratégia visa polarizar a disputa em Joinville entre o atual prefeito, Adriano Silva (Novo), e o projeto do PL com Sargento Lima à frente.
Domicílio
Em Blumenau, a candidatura da deputada federal Daniela Reinehr (PL), ex-vice-governadora, começa a ganhar forma. Ela tem origem germânica. Também são considerados os nomes do presidente do BRDE, João Paulo Kleinübing, e do deputado estadual Egídio Ferrari. No entanto, Daniela parece mais determinada e preparada para enfrentar a eleição blumenauense.
Fato novo
Em Florianópolis, o segundo maior colégio eleitoral de Santa Catarina, um nome já está sendo especulado: Ana Campagnolo (PL), que obteve quase 200 mil votos para a Alesc.
Enxurrada
Ela só ficou atrás da recordista de votos proporcionais em 2022, também mulher e bolsonarista, Carol De Toni, reeleita para a Câmara dos Deputados. Ana Campagnolo superou os outros 15 federais eleitos no ano anterior em número de votos.
Foco
A deputada estadual teve uma expressiva votação na Capital e poderia ser a novidade em um cenário de reeleição já bem encaminhada para o prefeito Topázio Neto (PSD).
Esquerda
O prefeito tem como principal adversário, atualmente, o deputado estadual de esquerda Marquito Abreu, do PSOL.
Aposta
Ana Campagnolo surge como uma opção para atrair o voto do eleitorado conservador da Capital, que não é tão expressivo quanto em outras regiões, competindo com Topázio. A tendência atual é que a deputada seja a possível candidata a prefeita da Capital em 2024.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.