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Contra a ditadura

Por Cláudio Prisco Paraíso
07/09/2024 - 09h52

Sábado, 7 de setembro, cai num fim de semana, deixando tudo mais propício para a grande mobilização nacional. 

Claro que o ponto alto vai ocorrer em São Paulo, na Avenida Paulista, mas também haverá movimentação em diversas capitais, inclusive Florianópolis, e, quem sabe, grandes cidades, como Joinville, Blumenau e tantas outras, com o povo na rua, ocupando o asfalto.

Isso é fundamental. Chega de arbítrio, de abuso de autoridade, de arrogância, de tirania, de atos criminosos. De atitudes de alguém que pode ser classificado como um fora-da-lei.

Esse é Alexandre de Moraes. Ele precisa ser impedido, ser destituído pelo impeachment.  Na melhor das hipóteses, Rodrigo Pacheco tem que ficar na obrigação de abrir um pedido de impeachment para ser colocado em discussão em plenário. 

Até hoje, esse advogado travestido de senador – cujo escritório do qual era sócio patrocina ação bilionária que se encontra no STF! –  engavetou as dezenas de pedidos de impedimento de Alexandre. A população nas ruas será um instrumento de pressão na direção do Congresso Nacional. 

Placar

Até o fechamento da coluna, mais de 140 deputados federais, de 513, haviam endossado o mais recente pedido de impeachment de Alexandre. É um bom número, mas num cotejamento de quinhentos e treze é muito pouco.

Câmara Alta

Assim como vinte e cinco senadores que já se manifestaram favoravelmente a que se retire o tirano da suprema corte – num universo de 81, é muito pouco também. Mas, de qualquer maneira, estamos falando aí de cento e setenta e tantos congressistas.

Save the date

Esse pedido de impeachment será apresentado na segunda-feira. Depois de a população brasileira ter se manifestado nas ruas neste sábado. 

Pressão virtual

Além das ruas, a sociedade tem que seguir pressionando via WhatsApp, via e-mail, via redes sociais, as mais variadas, para pressionar o seu deputado, o seu senador a não dar quórum daqui em diante. 

Obstrução

Tem que parar o Congresso Nacional. Não se vota mais nada, nem na Câmara e nem no Senado.  Até que, efetivamente, um pedido de impeachment seja colocado em avaliação e em discussão.

Anistia

E não se fala apenas em abrir pedido de impeachment. Tem que dar anistia para todos esses que  foram condenados de forma leviana e injusta por conta do 8 de janeiro.  Tem que abrir uma CPI de abuso de autoridade na Câmara dos Deputados. Tem que restabelecer a liberdade de expressão neste país. 

Cala-te

Não podemos aceitar censura prévia. E o pior, de forma seletiva. A Vaza-Toga está mostrando que Alexandre escolhia quem ele queria para investigar. Sem objeto, sem fato, de forma aleatória. Todos os alvos, claro, eram e são de direita, ligados a Jair Bolsonaro. Que é isso?

Déspota

Até cidadãos comuns passaram a ser investigados só porque tinham posição ideológica contrária à dos ministros do Supremo e à posição do senhor Alexandre, o diminuto. 

Perseguição sem fim

Agora, esse inquérito do fim do mundo, interminável, que começou a 14 de março de 2019, mais de cinco anos, portanto, contempla também nesse inquérito investigação para quem vazou as conversas de seus auxiliares com o tal perito que fazia o rastreamento das redes sociais. Os absurdos só aumentam. E se acumulam. 

Foco

Não é questão de saber se é verdade ou não o que tem sido publicado pelo jornalista Glenn Greenwald. Alexandre quer descobrir quem vazou.  E ele é o relator do fim do mundo. Ele, além de ser delegado, promotor e juiz, é o relator de uma situação em que ele é vítima, ele é objeto.

Poder ilimitado

Então, não temos mais limites. Chegou a hora de dar um basta.  Não podemos mais nos sujeitar a esse consórcio famigerado, funesto e putrificado do Supremo com o Planalto.

Alexandre e seus comparsas

Por Cláudio Prisco Paraíso
04/09/2024 - 13h07

Está tudo dominado. Impressionante. O imperador Alexandre, o pequeno, o diminuto, decidiu banir, de forma monocrática, o X do Brasil. E aí foi muito generoso, bonzinho. Chamou a primeira turma do STF a se manifestar.

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Claro que, ao fazer isso, o cidadão já tinha os votos necessários para confirmar a sua decisão. Assim se sucede, na segunda-feira, quando os dois primeiros votos respaldaram integralmente a sentença de Alexandre.

Também pudera: foram os votos de Cristiano Zanin e Flávio Dino, os dois apontados por Lula da Silva para o STF. Mas não foram apenas eles que votaram, que respaldaram integralmente o voto do diminuto.

Assim como Carmen Lúcia, aquela que costumava sustentar a liberdade de imprensa, aquela coisa toda. Tudo lorota, evidentemente, ou alguém ainda se engana de que essa turma segue a lei e tem convicções? A lei agora são eles e ai de quem questionar. Já Luiz Fux também apoiou, embora tenha feito ressalvas.

Lorota

Aí eles vêm com a conversa de que a liberdade de imprensa não é absoluta, que é fundamental que tenhamos respeito à legislação, à lei, à Constituição. Perfeito, é isso mesmo que sustentamos ao longo do tempo.

Baliza

Este espaço nunca defendeu que profissionais de imprensa podem dizer o que querem da forma que querem. Há uma legislação a ser observada.

Ônus

Fundamental que se tenha responsabilidade sobre cada manifestação. Não resta a menor dúvida disso. Mas o que se acompanha hoje no Brasil é censura prévia no contexto da opinião.
Simples assim. Absolutamente nada a ver com a legislação.

Censura democrática

Agora, é curioso que quando o X estava sendo controlado pela esquerda – e censurou inúmeras contas nas eleições de 2022, nunca houve nenhuma ofensiva. Aí estava tudo certo. Foi Elon Musk comprá-la, aí já começam a surgir problemas, porque ele é de direita. É a ditadura da esquerda, da toga, do consórcio Planalto-STF.

Parcialidade suprema

O Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre, o pequeno, e os demais ministros, em sua esmagadora maioria, são seletivos nas suas decisões. Só contra a direita. A esquerda pode tudo. Tá tudo liberado.

Pesos e medidas

Isso já ficou escancarado no governo Bolsonaro, que dia sim e outro também, era questionado, cobrado, orientado, recebia determinação para agir assim ou assado. E com o governo Lula? Negativo. Nada disso.

Ululante

Agora a exigência é para o estrangeiro. Isso é óbvio. Claro que ele tem que estar de acordo com o que exige a legislação brasileira, bem como os brasileiros.

Regra clara

Maravilhoso, não é mesmo. Desde que se parta da premissa que o ministro supremo esteja agindo dentro da legalidade, da constitucionalidade, que não é o caso de Alexandre. Está pilotando o inquérito do fim do mundo, interminável.

Abuso infinito

Já há muitos anos, desde 2019, portanto há cinco anos, de forma absolutamente arbitrária, autoritária, com abuso de autoridade, e desrespeitando a Constituição e a lei, para fazer valer a sua vontade.

Dissimulado

Foi assim no caso do X. Ele queria que o X assumisse a sua decisão judicial de bloquear usuários e derrubar a rede social, como se a decisão fosse dele, da empresa X, e não por determinação de Alexandre, o diminuto.

Eu quero

A partir do momento em que a empresa começou a desnudar tudo, aí o imperador ficou incomodado, porque tem que ser como ele quer.

Voz

Arthur Lira, o presidente da Câmara, se insurgiu de maneira surpreendente até, discordando da decisão de Alexandre em relação não propriamente ao X, mas ao fato da decisão ter alcançado o Starlink, que é uma empresa também de propriedade de Elon Musk.

Ladrões

O deputado fez uma colocação perfeita, sim, porque no escândalo das Americanas não bloquearam a conta dos acionistas da Ambev.
Situação semelhante em analogia. Simples assim.

Bingo

E aí, para encerrar, nós lançamos mão de uma manifestação do ex-senador pelo Distrito Federal, que foi ministro da Justiça, e também ministro do Supremo, num julgamento de 1996, de um Habeas Corpus. Maurício Corrêa disse o seguinte: ninguém é obrigado a cumprir ordem ilegal, ou a ela se submeter, ainda que emanada de autoridade judicial. Mas é dever de cidadania opor-se a ordem ilegal. Caso contrário, nega-se o Estado de Direito.

Foras-da-lei

Por isso que o brasileiro tem que, no próximo sábado, ocupar o asfalto, lotar a Avenida Paulista, para se insurgir contra a ditadura da toga pilotada por Alexandre com a aquiescência de todos os seus colegas, que além de comparsas, são coniventes com as suas ilegalidades.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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