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Tarcísio, Bolsonaro, o Republicanos e os números

Por Cláudio Prisco Paraíso
23/11/2024 - 14h20

O governador Tarcísio de Freitas recebeu, em Florianópolis, na abertura da reunião do COSUD, que reúne os estados do Sul e Sudeste, o resultado da primeira pesquisa para o Governo do Estado de São Paulo. Isso depois das eleições municipais deste ano.

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Pelo levantamento, o instituto Paraná sinalizou claramente para um favoritismo do atual mandatário. Ele está com a intenção de voto na casa dos 40 pontos percentuais.

Mas, tem um adversário já contando com a metade da sua intenção de voto. Ocorre que se trata de uma liderança nova no contexto político e, também por isso, sua boa performance chama a atenção.

Estamos falando de Pablo Marçal. Ele foi o preferido de 20% dos entrevistados, o que impõe a Tarcísio a necessidade de disputar as eleições buscando a reeleição.

Explica-se: em todos os outros cenários, sem Tarcísio, Pablo Marçal lidera. É bem verdade que, na simulação com Ricardo Nunes, reeleito prefeito da capital paulista, a vantagem marçalista é mínima, ficando dentro da margem de erro.

Salto no escuro

Mesmo assim, quem garante que Ricardo Nunes irá renunciar? E mesmo porque, renunciando, ele corre o risco de perder e ficar sem o mandato. Sem Nunes no páreo, Marçal assume a liderança com folga. Porque todos os nomes da esquerda, seja pelo PSB, com Márcio França; seja pelo PT, com o ministro Alexandre Padilha, essas candidaturas não fazem frente a Marçal. A esquerda está falida, sobrevive da narrativa e do aparelhamento do Estado e da mídia velhaca.

Ele ficará

De modo que Tarcísio de Freitas tem motivos de sobra para convencer Jair Bolsonaro, lá à frente, uma vez mantendo a Justiça Eleitoral a sua condição de inelegibilidade, de que ele, Tarcísio, precisa ficar em São Paulo, sob pena de outro nome, supostamente de direita, conquistar o governo do maior estado da federação e assumir o protagonismo dos conservadores no Brasil.

Tudo japonês

Pablo Marçal, por muito pouco, não foi para o segundo turno no pleito da capital paulista. Outra questão. A aprovação de Tarcísio de Freitas é de quase 70%, ou seja, ele é um candidato que tem tudo para se reeleger. Sem ele na disputa, vira tudo japonês em São Paulo.

Direita

Já a administração de Lula da Silva é reprovada por mais de 54%, com uma aceitação de apenas 42%. Ou seja, o quadro é extremamente favorável em São Paulo. À direita. Até porque Bolsonaro tem se declarado candidato a presidente.

Legitimado

Então, nada mais legítimo que Tarcísio busque o seu próprio caminho de reeleição. Até porque sua recondução será importante para o lançamento de outra candidatura de direita no contexto nacional.

Cabo eleitoral

Mesmo que Bolsonaro seja barrado, ele apoiará alguém, indicará alguém pelo PL. Neste caso, Tarcísio poderia estar respaldando essa candidatura, o que é fundamental para as pretensões nacionais deste candidato.

Potência

O Estado paulista tem um colégio eleitoral que representa 23% do eleitorado brasileiro. Em Santa Catarina, Tarcísio voltou a falar a Jorginho Mello, o anfitrião dos governadores do Sul e do Sudeste, que é candidato à reeleição, assim como o próprio catarinense.

Conexão

Aliás, o governador catarinense controla o Republicanos em SC, partido ao qual está afiliado Tarcísio de Freitas.

Seis titulares e um vice em SC

Por Cláudio Prisco Paraíso
22/11/2024 - 14h00

A partir desta quinta-feira, seis governadores e um vice, o do Rio Grande do Sul, estarão em Santa Catarina para discutir os mais variados temas da área de Segurança Pública, Defesa Civil, Saúde, Educação. Enfim, a pauta é ampliada e diversificada.  Mas, naturalmente, como animais políticos que são, no bom sentido, evidentemente que os mandatários vão conversar politicamente. 
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O gaúcho Eduardo Leite vai mandar seu, vice, mas Ratinho Júnior, do Paraná e do PSD, aqui estará; bem como Romeu Zema, de Minas Gerais, que é do Novo; o anfitrião do PL, Jorginho Mello e mais Tarcísio de Freitas, de São Paulo, que é do Republicanos; Cláudio Castro, igualmente liberal e que pilota o Rio de Janeiro; e, finalmente, Renato Casagrande, que é do Espírito Santo e do PSB, de esquerda, portanto. 

Como é possível observar, temos uma representação partidária e ideológica eclética. Isso, sem dúvida nenhuma, vai proporcionar discussões, debates e avaliações as mais variadas. 

G7

Ainda mais ocorrendo logo após o G20, em que Lula da Silva conseguiu um relativo protagonismo, apesar da barbeiragem da primeira-dama, Janja, que, na véspera e na antevéspera resolveu soltar suas pérolas, como um xingamento ao empresário Elon Musk, que não apenas é bilionário, o homem mais rico do planeta, mas também vai integrar o ministério de Donald Trump a partir de 20 de janeiro do próximo ano. 

Superação

Ela foi além. Também qualificou o nosso conterrâneo, de Rio do Sul, como um “bestão” pelo fato de ter se suicidado. E chegou ao ponto de afirmar que Alexandre de Moraes é o “nosso parceiro, parceiro no combate às fake news.”

Parceria

Ou seja, o ministro do Supremo Tribunal Federal é parceiro do governo de Lula da Silva, do Palácio do Planalto, algo absolutamente comprometedor. Ela foi censurada por Lula da Silva logo na sequência, de corpo presente. Foi uma clara tentativa de neutralizar o estrago provocado.

Justificando as ilegalidades

Mas não fiquemos só nisso. Depois houve a grande descoberta, lá de 2022, quando descobriram que alguns militares – uma façanha digna de um roteiro hollywoodiano – raciocinaram, pensaram em assassinar, por envenenamento, o trio Lula, Alckmin e Moraes. 

Incompetência?

Mas não executaram e logo não caracteriza crime. Todos estão vivos, Lula, Alckmin e Moraes, e bem de saúde, o que, aliás, é muito bom.

Braço do consórcio

A Polícia Federal tem sido muito eficiente, muito solícita, evidentemente, para atender aos interesses do consórcio Planalto-Supremo, Supremo-Planalto. Por outro lado, contudo, também foi muito incompetente porque levou mais de dois anos para descobrir esse plano mirabolante.

Sem definição

É como podemos definir a situação? Assassinatos que não ocorreram. Aliás, envenenamento ocorre normalmente lá para a Rússia. Geralmente com os inimigos de Vladimir Putin. 

Pauta extensa

Mas enfim, os governadores, que representam sete dos dez maiores estados brasileiros, vão poder tricotar sobre todos esses temas e, quem sabe, até também sobre as eleições de 2026.

Sempre no palanque

Porque ano que vem, e já está próximo, é véspera da eleição aqui no Brasil, onde temos a façanha de contar com eleições de dois em dois anos, um grande equívoco que faz com que os gestores, ao invés de priorizar a administração, fiquem sempre de olho nas eleições, nas suas participações. 

Mandato de cinco anos

Na verdade, a sociedade deveria pressionar principalmente naquilo que precisava ser debelado, eliminado pela legislação eleitoral, que é justamente o expediente famigerado da reeleição.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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