Homem recebeu pena de 20 anos por matar um hóspede com golpes de barra de ferro
Agora homem responde a processo por lesão corporal gravíssima contra um vizinho - Foto: Divulgação Um homem condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato de um hóspede em Jaguaruna também é réu em outro processo criminal, que apura uma agressão responsável por deixar um vizinho com sequelas permanentes. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) busca uma nova condenação contra ele.
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A condenação pelo homicídio foi estabelecida pelo Tribunal do Júri em 19 de outubro. Os jurados reconheceram que o crime foi motivado por razão fútil e praticado de forma que dificultou a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
O assassinato ocorreu em 10 de agosto de 2023. Conforme a denúncia, a vítima estava hospedada na casa do acusado havia alguns dias, mas passou a incomodar o morador. Ele então utilizou uma barra de ferro para atingir diversas vezes a cabeça e o corpo do hóspede, que estava deitado em um sofá e não teve condições de reagir.
Agressão anterior deixou homem sem condições de trabalhar
O segundo processo trata de uma ocorrência registrada em agosto de 2021, também em Jaguaruna. Segundo o MPSC, o acusado teria agredido um vizinho com socos e chutes, sem que a motivação fosse identificada.
Os ferimentos provocaram fraturas e traumatismo cranioencefálico. Desde então, a vítima enfrenta limitações para caminhar, necessita de auxílio para se locomover e ficou definitivamente incapacitada para o trabalho. Laudo pericial apontou debilidade permanente.
Uma audiência relacionada a essa ação penal foi realizada na semana seguinte ao julgamento do homicídio. Na ocasião, a Promotoria reforçou o pedido para que o réu seja responsabilizado pela agressão e pelos danos causados à vítima.
A promotora de Justiça Raísa Carvalho Simões Rollin também destacou que, durante o andamento do processo pelo assassinato, o acusado chegou a obter uma decisão judicial que permitia sua soltura. O Ministério Público recorreu, conseguiu reverter a medida e manteve o homem preso até o julgamento pelo Tribunal do Júri.
Segundo a promotora, a atuação nos dois casos busca garantir a responsabilização do acusado pelos crimes investigados e pelas consequências provocadas às vítimas.