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Pesquisa aponta potencial de R$ 193 milhões mensais no comércio e serviços de Tubarão

Levantamento do Observatório Sebrae ouviu pessoas no Centro da cidade e identificou fatores que influenciam o comportamento dos consumidores

Por Joyce Santos, Revista Única
22/10/2026 - 17h06
As condições do espaço urbano também influenciam a experiência dos consumidores - Fotos: Joyce Santos/Revista Única

Uma pesquisa realizada pelo Observatório Sebrae/SC, no Centro de Tubarão, identificou um mercado consumidor com potencial de movimentar cerca de R$ 193,07 milhões por mês em seis dos principais segmentos do varejo e de serviços. O levantamento apresentado na tarde desta quinta-feira, 22 de outubro, pelo Analista de Dados Paulo Vitor Gonçalves, também aponta que a qualidade do atendimento, as condições do ambiente urbano e a preferência pelo comércio local estão entre os fatores que influenciam as decisões de compra.

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Os dados mostram que 89,5% dos entrevistados afirmam preferir comprar de pequenas empresas da própria cidade. O resultado indica uma oportunidade para os empreendedores locais fortalecerem o relacionamento com os consumidores e ampliarem a participação no mercado.

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Outro destaque é a importância do atendimento. Para 83,2% dos participantes, esse fator tem influência na decisão de compra, superando o preço, citado por 70,2%. O resultado reforça a relevância da experiência oferecida ao cliente como diferencial competitivo para os estabelecimentos comerciais.

Consumidores conectados e exigentes

A pesquisa também revela a presença dos canais digitais no comportamento de compra. Segundo o levantamento, 73% dos consumidores utilizam ferramentas digitais para pesquisar preços, demonstrando que a jornada de compra envolve tanto o ambiente virtual quanto as lojas físicas.

O cenário aponta para a importância de os negócios investirem em presença digital, divulgação de produtos e informações acessíveis, sem deixar de lado a qualidade do atendimento presencial.

As condições do espaço urbano também influenciam a experiência dos consumidores. Para 80,7% dos entrevistados, fatores como acessibilidade, calçadas adequadas e limpeza estimulam as compras nas lojas de rua.

Os dados indicam que a competitividade do comércio de Tubarão não depende apenas das estratégias individuais das empresas. A infraestrutura urbana e a organização dos espaços públicos também podem contribuir para atrair consumidores e favorecer a circulação de pessoas na região central.

Oportunidades para o comércio local

O levantamento do Sebrae aponta oportunidades para o desenvolvimento do varejo e dos serviços em Tubarão, com destaque para a valorização dos pequenos negócios, a qualificação do atendimento e a integração entre canais digitais e lojas físicas.

A combinação desses fatores pode ajudar os empreendedores a atender às expectativas dos consumidores e aproveitar o potencial econômico identificado na pesquisa.

Os resultados consideram as respostas de 600 pessoas ouvidas no Centro de Tubarão, no último mês de julho, e oferecem um retrato do comportamento dos consumidores consultados, além de indicar caminhos para fortalecer a atividade comercial na cidade.

Para o secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Tubarão, Samuel Gonçalves da Silva, os resultados da pesquisa sobre o perfil do consumidor do município, realizada em julho de 2026, reforçam a importância de investir na qualificação dos profissionais do comércio, especialmente no atendimento presencial.

Segundo ele, o levantamento mostrou que o atendimento é o principal fator considerado pelos consumidores da região, seguido pelo preço. Para Samuel, os dados demonstram que oferecer uma boa experiência ao cliente pode ser um diferencial competitivo para os estabelecimentos, principalmente diante do avanço das vendas pela internet.

“A pesquisa mostrou que o consumidor da região de Tubarão se preocupa muito com o atendimento. É algo com que precisamos nos preocupar cada vez mais, buscando qualificação e conscientização dos atendentes, para que haja uma melhoria constante”, destaca.

O secretário também observa que a preferência pelo comércio eletrônico varia conforme o perfil do consumidor. De acordo com a pesquisa, as faixas etárias mais jovens, especialmente entre 16 e 29 anos, demonstram maior potencial de consumo on-line. Já consumidores de mais idade, considerando também fatores como renda e escolaridade, tendem a valorizar mais o atendimento presencial.

Samuel ressalta que o preço, embora importante, não necessariamente compensa uma experiência negativa na loja. “O atendimento apareceu em primeiro lugar e, depois, vem o preço. Se o atendimento for ruim, mesmo que o produto esteja mais barato, o consumidor provavelmente vai procurar outro estabelecimento”, afirma.

Diante desse cenário, ele defende que entidades representativas, como a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), e os próprios empresários mantenham ações permanentes de capacitação das equipes de vendas, com foco na fidelização dos clientes e na melhoria da experiência de compra.

Para o secretário, a valorização do atendimento pode ajudar a fortalecer o comércio local diante da concorrência das plataformas digitais. Ele também aponta que possíveis mudanças na jornada de trabalho podem influenciar o comportamento dos consumidores e os resultados de futuras pesquisas.

“É um desafio constante instruir nossos vendedores para que possam cativar cada vez mais os clientes. A pesquisa trouxe uma certa tranquilidade ao mostrar que o atendimento continua em primeiro lugar, porque isso nos permite trabalhar com um diferencial importante em relação aos marketplaces”, conclui.

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Pesquisa foi apresentada pelo Analista de Dados do Observatório Sebrae/SC, Paulo Vitor dos Santos Gonçalves

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