Programa Limpa Fio, iniciativa coordenada pelo Procon/SC em parceria com a Celesc, a Anatel e empresas de telecomunicações
A medida vai intensificar operações de retirada de cabos instalados - Foto: Divulgação O presidente da Celesc, Tarcísio Rosa, anunciou que a companhia irá endurecer a fiscalização contra operadoras clandestinas de telecomunicações que utilizam de forma irregular os postes da rede elétrica em todo o estado.
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O tema foi debatido durante o II Congresso Internacional promovido pelo Procon, na última semana. O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes de instituições ligadas à defesa do consumidor, em um painel realizado para discutir a ampliação do Programa Limpa Fio, iniciativa coordenada pelo Procon em parceria com a Celesc, a Anatel e empresas de telecomunicações.
A Celesc vai intensificar a retirada de cabos instalados por empresas que não possuem contrato de compartilhamento nos postes. Segundo o presidente, Tarcísio Rosa, muitas dessas empresas atuam de forma clandestina, sem responsabilidade técnica ou controle, o que provoca poluição visual e coloca a população em risco.
Nos últimos anos, cidades de Santa Catarina registraram acidentes, inclusive com mortes, causados por cabos soltos ou mal instalados.
A organização da rede nos postes é apontada como medida importante para aumentar a segurança nas vias públicas. A instalação e manutenção dos cabos é responsabilidade das empresas de telecomunicações proprietárias.
Antes das operações de retirada, a população será avisada sobre possíveis interrupções de internet provocadas pela remoção de estruturas ilegais.
Durante o evento, o presidente da Celesc também apresentou uma proposta em estudo com o Procon SC para criar um canal telefônico único (0800) que reúna os contatos das operadoras, facilitando reclamações e identificação de cabos irregulares.
A diretora do Procon, Michele Alves, destacou que a iniciativa busca integrar instituições para reforçar a segurança do consumidor e combater irregularidades. A população também pode denunciar casos aos canais oficiais da Celesc e do Procon/SC.