Operação Res Pública ocorre em São José, Palhoça e Florianópolis
A PF também apura a suspeita de que agentes públicos tenham direcionado os veículos para a entidade investigada - Foto: Divulgação A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quarta-feira, 14 de outubro, a Operação Res Pública, que apura possíveis irregularidades na destinação e comercialização de veículos pertencentes a órgãos públicos federais. Em Santa Catarina, são cumpridos dez mandados de busca e apreensão, distribuídos entre São José, Palhoça e Florianópolis.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
Do total de medidas autorizadas pela Justiça, cinco são executadas em São José, três em Palhoça e duas na Capital catarinense. A operação também ocorre em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde há um mandado. Ao todo, são 11 ordens de busca e apreensão nos dois estados.
Segundo a investigação, veículos públicos teriam sido doados a uma organização da sociedade civil e, posteriormente, vendidos a terceiros, contrariando a finalidade prevista para a doação. As supostas irregularidades teriam ocorrido ao longo de aproximadamente dois anos.
A PF também apura a suspeita de que agentes públicos tenham direcionado os veículos para a entidade investigada. Na sequência, dirigentes da organização teriam comercializado os bens com pessoas físicas e comerciantes.
Outro ponto investigado é a movimentação de recursos nas contas pessoais dos dirigentes da entidade. As transações levantaram suspeitas de que o dinheiro obtido com as vendas possa ter sido utilizado na aquisição de patrimônio particular.
A estimativa da Polícia Federal é de que o prejuízo aos cofres públicos da União alcance R$ 4,4 milhões. Entre as medidas autorizadas estão o sequestro de bens vinculados aos investigados e ações voltadas ao ressarcimento dos valores aos cofres públicos.
Conforme a participação de cada envolvido nos fatos apurados, os investigados poderão responder por peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As suspeitas ainda são objeto de investigação.