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Greve dos servidores da Caixa chega ao fim após 20 dias de paralisação

TST determinou retorno imediato ao trabalho e definiu reajuste salarial de 100% do INPC mais 0,6% para a categoria

Por Redação, Revista Única
30/09/2026 - 08h59
Um dos principais pontos de divergência foi o modelo de custeio do Saúde Caixa - Foto: Divulgação

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao fim na terça-feira, 29 de setembro, após 20 dias de paralisação. O movimento havia começado em 10 de setembro, depois que a instituição e as entidades sindicais não chegaram a um acordo para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

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Um dos principais pontos de divergência foi o modelo de custeio do Saúde Caixa. Diante do impasse, a Caixa acionou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) para discutir a legalidade da paralisação.

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Na sexta-feira, 25 de setembro, o ministro Mauricio Godinho Delgado havia determinado a manutenção de pelo menos 60% dos empregados em atividade, presencialmente ou de forma remota. Nesta terça, a Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST considerou a greve não abusiva e determinou o retorno imediato dos trabalhadores.

Reajuste e compensação

A decisão estabeleceu reajuste salarial de 100% do INPC mais 0,6%. O mesmo índice será aplicado aos benefícios de auxílio-refeição e alimentação, auxílio-cesta-alimentação, auxílio-creche, auxílio-babá e indenização por assalto ou sinistro.

As regras terão validade de dois anos, com efeitos retroativos a 1º de setembro de 2026 e vigência até 31 de agosto de 2028. Os dias de paralisação não serão descontados dos trabalhadores, mas deverão ser compensados em até 180 dias.

Saúde Caixa

As regras anteriores do Saúde Caixa foram mantidas na decisão do TST. Entre elas está a mensalidade do titular, correspondente a 3,5% da remuneração, além das demais regras relacionadas aos dependentes.

Os valores previstos no plano serão atualizados pelo mesmo índice definido para o reajuste salarial. Também foram mantidos critérios relacionados ao teto de renda de beneficiários indiretos, à coparticipação em consultas de pronto-socorro e ao limite de coparticipação.

A Caixa defende mudanças no modelo de custeio com base em estudos sobre a sustentabilidade financeira do plano. As entidades sindicais, por outro lado, defendem a manutenção do modelo de custeio solidário e questionam os estudos apresentados pelo banco.

Sindicato critica mudanças no plano

Em nota, o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região afirmou que a decisão preservou parâmetros da categoria, como o reajuste com aumento real e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A entidade, no entanto, criticou os efeitos da decisão sobre o Saúde Caixa e afirmou que a divisão do déficit do plano entre os trabalhadores representa uma preocupação para a categoria. Segundo o sindicato, o movimento sindical continuará acompanhando a situação e defendendo os direitos dos empregados da Caixa.

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