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Caso de doença de Newcastle em granja comercial em SC é confirmado

Propriedade abriga aproximadamente 6 mil aves

Por Redação, Revista Única
19/10/2026 - 17h45
Nenhum animal apresentou sintomas clínicos, mas exames detectaram a presença do vírus - Foto: Reprodução

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou um caso de doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. A propriedade abriga aproximadamente 6 mil aves. Embora nenhum animal apresentasse sintomas clínicos, exames laboratoriais identificaram a presença do vírus.

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A ocorrência foi detectada durante um programa de vigilância ativa da defesa agropecuária. As amostras foram coletadas em 21 de setembro e, após resultados preliminares em 14 de outubro, as atividades da granja foram suspensas. A confirmação oficial ocorreu no domingo, 18 de outubro.

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A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves e pode provocar impactos significativos na produção avícola. Segundo o Ministério da Agricultura, o consumo de carne e de outros produtos de origem animal submetidos à inspeção sanitária não representa risco à saúde humana.

Para conter o foco, as autoridades vão sacrificar as aves da propriedade e realizar procedimentos de limpeza e desinfecção das instalações. A retomada das atividades dependerá do cumprimento dos protocolos sanitários e da ausência de novos registros.

As equipes também intensificaram as ações de vigilância em propriedades próximas, com coleta de amostras e investigação de possíveis sinais da doença. O monitoramento abrange Nova Itaberaba e os municípios de Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias, totalizando 133 granjas na área de acompanhamento.

O protocolo prevê um período de observação que pode chegar a 42 dias, dividido em duas etapas de 21 dias. O Ministério da Agricultura também informou que solicitou à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) a revisão do prazo para o Brasil voltar a ser considerado livre da doença, atualmente estimado em 90 dias para este caso.

Segundo as autoridades, as aves da granja afetada não foram destinadas ao abate comercial ou ao consumo humano, e não houve saída de animais da propriedade após a identificação do foco.

Além das ações sanitárias, o governo federal iniciou a comunicação com os parceiros comerciais do Brasil para informar sobre a ocorrência e apresentar as medidas de controle adotadas.

O objetivo é reduzir possíveis impactos nas exportações de produtos avícolas. O Ministério da Agricultura prepara comunicados e documentos técnicos para esclarecer a situação aos mercados internacionais e demonstrar o cumprimento dos protocolos sanitários.

As restrições comerciais poderão variar conforme as exigências de cada país comprador.

Setor avícola acompanha a ocorrência

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne-SC) acompanham o caso em conjunto com as autoridades estaduais e federais.

As entidades destacam que a ocorrência está relacionada à sanidade animal e não representa risco à segurança dos alimentos inspecionados. O setor também acompanha a aplicação das medidas de vigilância e contenção para evitar a disseminação do vírus e limitar possíveis consequências para a produção e o comércio.

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