Irmão do principal investigado foi preso preventivamente
As investigações apontam ainda que o grupo estaria envolvido na comercialização de equipamentos eletrônicos, como celulares e videogames - Foto: Divulgação A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 26 de agosto, a segunda fase da Operação Rei das Milhas, que investiga um esquema de fraudes envolvendo a venda de passagens aéreas, produtos eletrônicos e moedas estrangeiras. Durante a ação, um mandado de prisão preventiva foi cumprido em Garopaba contra o irmão do principal investigado.
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De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos conseguiam acessar milhas pertencentes a terceiros e utilizavam os pontos para emitir passagens aéreas. Os bilhetes eram posteriormente comercializados como se fossem regulares.
O problema ocorria quando os verdadeiros proprietários das milhas identificavam as transações e solicitavam o cancelamento das passagens. Com isso, clientes que haviam comprado os bilhetes dos investigados acabavam prejudicados.
Clientes ficaram sem voos
Um dos casos investigados envolve um casal que viajou para São Paulo após adquirir passagens por meio do esquema. Pouco antes do retorno para Santa Catarina, os passageiros receberam mensagens do verdadeiro proprietário das milhas, que informou sobre a fraude e cancelou os bilhetes. Com isso, o casal ficou sem as passagens de volta.
Em outro caso, uma vítima teria comprado passagens aéreas e moedas estrangeiras para uma viagem internacional, mas não conseguiu embarcar. Segundo a Polícia Civil, o prejuízo nesse episódio foi estimado em R$ 30 mil.
Eletrônicos também eram vendidos
As investigações apontam ainda que o grupo estaria envolvido na comercialização de equipamentos eletrônicos, como celulares e videogames. Somente nessa modalidade, o prejuízo estimado ultrapassa R$ 500 mil.
Segundo a Polícia Civil, os mesmos investigados já haviam sido presos anteriormente por oferecer descontos de até 50% no pagamento de boletos mediante o uso de milhas. Na ocasião, o esquema teria causado mais de R$ 1,5 milhão em prejuízos.
Com a nova prisão, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. Somados os diferentes golpes investigados, o prejuízo atribuído ao grupo já ultrapassa R$ 2 milhões.