CyberGaeco identificou indícios de que morador teria armazenado arquivos com violência sexual
Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para exames periciais - Foto: Divulgação O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na manhã desta sexta-feira, 16 de outubro a Operação Mariposa III, em apoio à 2ª Promotoria de Justiça de Turvo. A ação, conduzida por meio do CyberGaeco, investiga suspeitas de armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil.
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Segundo as apurações, há indícios de que um morador do município tenha realizado o download e armazenado ao menos oito arquivos digitais com cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.
Com base nas informações reunidas, a Promotoria instaurou um procedimento investigatório e solicitou à Justiça um mandado de busca e apreensão, cumprido durante a operação. A medida busca reunir provas e contribuir para o esclarecimento dos fatos e a identificação do responsável.
Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para exames periciais. A investigação tramita sob sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.
Ação integra mobilização internacional
A Operação Mariposa faz parte de uma iniciativa internacional voltada à identificação de pessoas envolvidas no armazenamento e na disseminação de material de abuso sexual infantojuvenil pela internet. A mobilização reúne instituições de diferentes países da América Latina para compartilhar informações e coordenar investigações.
A ação conta com suporte tecnológico da Child Rescue Coalition, entidade dedicada ao enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes, além da cooperação de organismos nacionais e internacionais especializados no combate a crimes transnacionais e delitos praticados no ambiente virtual.
O MPSC ressalta que armazenar e compartilhar esse tipo de conteúdo contribui para a continuidade da violência contra crianças e adolescentes. A atuação dos órgãos de investigação busca responsabilizar os envolvidos e interromper a circulação dos arquivos, reduzindo os danos às vítimas.