Ação da Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu 45 mandados de prisão
Além da prisão do investigado, os agentes apreenderam o celular utilizado por ele - Foto: Divulgação Um homem de 43 anos, morador do Bairro Brasília, em Criciúma, foi preso na manhã desta quarta-feira, 12 de agosto, durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra um grupo suspeito de atuar na fabricação e comercialização clandestina de anabolizantes e outras substâncias controladas.
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A ação, denominada Operação Narciso, contou com o apoio de policiais civis de Santa Catarina. Em Criciúma, além da prisão do investigado, os agentes apreenderam o celular utilizado por ele.
Segundo a PCDF, o grupo investigado teria uma estrutura voltada à produção, distribuição e divulgação de anabolizantes, termogênicos e outras substâncias adulteradas, com atuação em diferentes estados brasileiros.
Ao todo, a operação mobilizou medidas para o cumprimento de 45 mandados de prisão e 50 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 32 milhões pertencentes aos investigados.
Entre as medidas autorizadas estão ainda a suspensão de atividades econômicas e o fechamento de 13 estabelecimentos comerciais e laboratórios de manipulação que teriam relação com o esquema. Também foram determinadas quebras de sigilo bancário e telemático e a retirada ou bloqueio de 22 perfis em redes sociais utilizados, segundo a investigação, para divulgar os produtos e atrair clientes.
Conforme a apuração da Polícia Civil do Distrito Federal, os integrantes do grupo produziriam de forma artesanal substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes em residências e depósitos adaptados.
Os investigadores apontam que a fabricação ocorria sem os controles necessários relacionados à esterilidade, pureza e segurança sanitária dos produtos.
Para tentar conferir aparência de legitimidade às mercadorias, as embalagens e os rótulos utilizariam nomes estrangeiros, bandeiras de outros países e referências a supostos laboratórios internacionais. A investigação aponta ainda que algumas marcas conhecidas teriam sido reproduzidas nas embalagens para simular produtos importados.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e identificar toda a estrutura utilizada pelo grupo.