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Queda da patente do Ozempic promete reduzir preço da caneta emagrecedora

Cerca de 17 pedidos de medicamentos com semaglutida foram recebidos pela Anvisa

Por Redação, Revista Única
20/03/2026 - 17h06.Atualizada em 20/03/2026 - 17h17
Processo regulatório segue em andamento - Foto: Getty Images

A queda de patente do Ozempic nesta sexta-feira, 20 de março, abriu espaço para uma corrida da indústria farmacêutica por versões alternativas da semaglutida, substância encontrada no medicamento famoso por acarretar na perda de peso, no Brasil.

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Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), existem atualmente 17 solicitações de registro de medicamentos com semaglutida. Desses, oito estão em análise e nove ainda aguardam o início da avaliação, o que mostra que o processo regulatório segue em andamento.

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Entre os pedidos já em análise, sete são de medicamentos sintéticos e um é biológico. Dois desses produtos sintéticos estão em fase de exigência, quando a Anvisa pede mais informações às empresas, com prazo de resposta até o fim de junho. Isso significa que ainda não há previsão para conclusão dessas análises.

No caso dos biológicos, um produto segue em avaliação e outro ainda não começou a ser analisado. A Anvisa reforça que o processo envolve critérios rigorosos, como testes de impurezas, garantia de esterilidade e análise de possíveis reações imunológicas, que podem comprometer a eficácia ou segurança do medicamento.

Apesar disso, já existem novas opções no mercado brasileiro fora desse grupo de pedidos mais recentes. Em outubro de 2025, a farmacêutica Eurofarma firmou uma parceria com a Novo Nordisk para ampliar a oferta de semaglutida biológica injetável no país. Pelo acordo, passaram a ser distribuídas as marcas Poviztra® e Extensior®, produzidas pela empresa.

A decisão de não estender a proteção patentária, que teve início com o depósito em 2006, foi consolidada pelo Poder Judiciário. O entendimento, reforçado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 5529, prioriza o interesse público e o acesso da população a medicamentos essenciais.

Os produtos não são genéricos nem biossimilares, mas utilizam a mesma molécula e já estão disponíveis no mercado brasileiro. A Eurofarma também informou que não possui atualmente pedidos de registro em andamento, após a transferência de um dossiê regulatório para outra empresa em 2025.

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