Nova regra permite que correntistas definam seus próprios limites de pagamento
Mudança entra em vigor até outubro de 2026 - Foto: Divulgação O Banco Central (BC) anunciou uma mudança significativa nas regras do Pix por aproximação. A partir de uma instrução normativa publicada nesta quinta-feira (18), deixa de existir o limite padrão de R$ 500 para esse tipo de transação, permitindo que os usuários definam diretamente nos aplicativos bancários os valores máximos para pagamentos realizados sem contato.
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Com a alteração, os pagamentos por aproximação passam a seguir o limite geral já estabelecido pelo correntista para transferências via Pix, incluindo operações realizadas por chave Pix e QR Code. A medida amplia a autonomia dos clientes na gestão de suas transações e busca simplificar as regras de utilização do sistema.
A nova regulamentação também abrange os pagamentos realizados por meio da chamada Jornada Sem Redirecionamento (JSR), ferramenta do Open Finance que permite concluir transações diretamente em carteiras digitais e aplicativos de pagamento, sem necessidade de redirecionamento para o ambiente do banco.
Na prática, a mudança beneficia usuários de plataformas como Samsung Pay e Google Wallet, que poderão realizar pagamentos utilizando os limites configurados em suas instituições financeiras, sem a restrição fixa anteriormente imposta pelo sistema.
Segundo o Banco Central, a medida padroniza os critérios de segurança e gerenciamento de risco para diferentes modalidades de pagamento digital, substituindo normas anteriores que estabeleciam regras específicas para o Pix por aproximação.
As instituições financeiras, incluindo bancos tradicionais, bancos digitais e fintechs de pagamento, terão até 1º de outubro de 2026 para adaptar seus sistemas e disponibilizar aos clientes as novas ferramentas de configuração de limites.
Para o setor varejista, a expectativa é que a flexibilização impulsione transações de maior valor realizadas por aproximação. A mudança pode ampliar o uso do Pix em compras mais caras, oferecendo uma alternativa com custos operacionais inferiores aos das transações feitas por cartão de crédito, além de liquidação praticamente instantânea para os comerciantes.
Especialistas avaliam que a medida representa mais um passo na expansão do Pix como principal meio de pagamento digital do país, fortalecendo sua presença tanto nas compras do dia a dia quanto em operações de maior valor.