Nova rodada de discussões entre trabalhadores e bancos ocorre nesta terça, 18
Categoria avalia paralisações e mobilizações em todo o país - Foto: Divulgação A campanha salarial dos bancários pode chegar a uma paralisação nacional na quinta-feira, 20 de agosto. A possibilidade foi anunciada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) diante do impasse nas negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
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Uma nova rodada de negociação está prevista para esta terça-feira, 18 de agosto. O encontro será o oitavo da Campanha Nacional Unificada e poderá definir os próximos passos da categoria. Segundo a Contraf, os bancos não apresentaram uma proposta de reajuste salarial na reunião anterior. Entre as sugestões apresentadas pela Fenaban estaria a manutenção do piso de ingresso para novos funcionários e a aplicação de reajustes diferentes conforme três faixas salariais, ainda não detalhadas pela representação patronal.
A entidade sindical também afirma que foi proposta uma redução nos valores dos benefícios de alimentação e refeição para trabalhadores de cidades do interior, enquanto os reajustes seriam mantidos nas grandes capitais.
Diante do cenário, o Comando Nacional dos Bancários autorizou a realização de assembleias nos sindicatos de todo o país. Os encontros devem discutir as propostas apresentadas pelos bancos e a possibilidade de manifestações e paralisações a partir de 20 de agosto.
Entre as principais reivindicações estão aumento real dos salários, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e dos benefícios de alimentação; valorização do piso salarial; criação de um piso específico para profissionais de tecnologia; combate às metas consideradas abusivas e ao assédio; além da contratação de mais funcionários.
A categoria também reivindica medidas voltadas à igualdade de oportunidades para diferentes grupos de trabalhadores, ampliação de programas de qualificação e maior participação feminina no setor de tecnologia.
Dados apresentados pelos trabalhadores
Para defender as reivindicações, a Contraf cita números relacionados ao desempenho do setor bancário. Segundo a entidade, o patrimônio líquido dos bancos chegou a R$ 1,2 trilhão em 2025. No período de 2015 a 2025, porém, teriam sido fechados 88 mil postos de trabalho e 9,5 mil agências.
A confederação também afirma que os cinco maiores bancos aumentaram em 49% os contratos com correspondentes bancários no mesmo período. Outro dado apresentado aponta que as agências realizaram 7,2 bilhões de transações em 2025, média de 28,6 milhões por dia útil.
Ainda conforme os dados divulgados pela Contraf, a remuneração média anual dos principais executivos de três grandes bancos privados poderá chegar a R$ 12,5 milhões em 2026.
A entidade também calcula perdas no poder de compra dos benefícios de alimentação. Segundo a confederação, o vale-alimentação acumulou perda real de 13% entre 2019 e 2025. Para recuperar o poder de compra daquele período, o valor mensal, atualmente estimado em R$ 924,47, teria de alcançar aproximadamente R$ 1.293,73.