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Ladeira abaixo e acelerando

Por Cláudio Prisco Paraíso
07/06/2025 - 09h38

O governo Lula da Silva está derretendo — literalmente perdendo consistência no contexto da aprovação da sociedade brasileira. Senão, vejamos: em junho de 2023, ele tinha uma aprovação de 60%. Transcorridos dois anos, a aprovação despencou para 40%, ou seja, perdeu 20 pontos percentuais.

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E a reprovação está em 57%. Algo absolutamente preocupante para o PT e para o Palácio do Planalto.

A situação é de tal maneira grave, sob os aspectos político, partidário e eleitoral, que praticamente temos um empate cravado entre os brasileiros que percebem até dois salários mínimos — tradicional reduto eleitoral do lulismo e do petismo — que fomentam a pobreza para ter eleitores dependendo dos programas sociais do governo, financiado por impostos pagos pelos demais cidadãos.

A aprovação é de 50%, com uma desaprovação de 49%. Vejam só. E aí, a perda foi de 19 pontos percentuais também nesse período de 24 meses.

Personificou

Ou seja, a rejeição ao governo Lula acabou transformando-se também na rejeição ao político, ao presidente e ao candidato Lula — que está no palanque ininterruptamente desde 1979.

Até então, ele conseguia escapar: sua intenção de voto sempre era muito superior à aprovação do seu próprio governo.

Deu

Não faz muito, ele conseguia se desvincular. Mas isso não é mais possível.

E não é apenas isso. A reprovação também cresceu assustadoramente no Sudeste — que tem quatro estados, dos quais três com os maiores colégios eleitorais do país. Pela ordem: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

No Sudeste, chegou a 64% a reprovação. Pela primeira vez, a região suplantou o Sul, onde a deidade vermelha tem 63% contra ele.

Reflexos

Evidentemente, é um contexto que acaba se traduzindo também na intenção de voto para a disputa presidencial de 2026.

Quinteto

Na pesquisa Quaest, de abril, Lula da Silva, no segundo turno, só empatava com Jair Bolsonaro. Em relação aos demais candidatos, nadava de braçadas.

Só que, em questão de menos de 40 dias, outras quatro candidaturas estão empatadas, dentro da margem técnica de erro, com o atual ocupante do Palácio do Planalto.

Embolou

São elas, pela ordem de aproximação de Lula da Silva: Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro, Ratinho Júnior e até Eduardo Leite — que se transferiu agora para o PSD e foi colocado na pesquisa pela primeira vez.

O gaúcho agora reapresenta sua pretensão de concorrer à Presidência da República.

Cerco

Só ficam fora da margem de erro: Ronaldo Caiado e Romeu Zema — mas, ainda assim, com uma distância não tão substantiva, de modo que o quadro é amplamente desfavorável para Lula, PT, governo e esquerda.

Esgotou

Agora, a pesquisa também demonstra o seguinte: com Jair Bolsonaro inelegível, a alternativa familiar seria Eduardo Bolsonaro, que buscou o autoexílio nos Estados Unidos.

Só que ele já está há meses sendo testado nas pesquisas e não demonstra musculatura para uma empreitada dessa envergadura.
Convenhamos: ele não tem tamanho para isso neste momento. Seria um despropósito familiar.

Rejeição

Eduardo está travado. Aliás, sua rejeição é de 57%, e sua intenção de voto num segundo turno com Lula é a que apresenta a pior situação.

Ou seja, o Brasil está cansando da polarização.

Não quer mais saber nem de Lula, nem da família Bolsonaro.

O eleitor deseja apostar numa solução de candidatura alternativa da direita e entre os conservadores — mas fora do espectro Bolsonaro e mais longe ainda de uma ameaça de recandidatura de Lula da Silva.

Pacificação no PP-SC

Por Cláudio Prisco Paraíso
06/06/2025 - 13h31

Fumaça branca no território progressista em Santa Catarina. É isso mesmo.

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Depois de uns dois anos de ambiente absolutamente carregado — inclusive com declarações dos parlamentares contra o atual comando, que também respondeu, estabelecendo um tiroteio público — o baralho interno foi acertado.

As demandas eram as mais variadas, partindo dos três deputados com assento na Assembleia, reivindicando a realização de convenções, já que hoje o que prevalece é uma Executiva provisória, comandada pelo ex-deputado estadual e federal Leodegar Tiscoski, que, no passado, já pilotou a sigla em Santa Catarina.

Ao lado dele, o secretário-geral Aldo Rosa, um progressista histórico que tem influência em Brasília. É secretário-geral do Diretório Nacional, o homem da mais absoluta confiança do presidente Ciro Nogueira, senador pelo Piauí.

União

Como Esperidião Amin sempre procurou se preservar, ficou em condições de conversar com o tripé que tem espaço na Assembleia: o veterano Zé Milton, Altair Silva, de Chapecó, que já está no terceiro mandato, e Pepê Collaço, que é a mais nova liderança do partido no Sul do Estado — aliás, mesma região de Zé Milton.

Novos e históricos sentaram, conversaram e bateram o martelo. Ficou estabelecido que Zé Milton não buscará novo mandato à Assembleia. Concorrerá à Câmara Federal.

Reeleição

Também ficou combinado que Esperidião Amin é o candidato à reeleição ao Senado da República. Altair e Pepê vão buscar a recondução.
Ficou também entendido, acertado, que Zé Milton será eleito presidente do PP no estado.

Freio de arrumação

E quanto ao futuro do partido em 2026, no que diz respeito à composição majoritária? É assunto para mais adiante. Até porque, hoje, o PP não fala sozinho, considerando-se a federação com o União Brasil, de onde surgiu o União Progressista.

Sintonia

Lá em cima, Ciro Nogueira e Antônio Rueda estão em fina sintonia. Assim como aqui: Amin e o deputado federal Fábio Schiochet, eles os únicos catarinenses representantes da federação com espaço no Congresso Nacional.

Convergência

Logo depois da reunião dos progressistas, quando o baralho foi acertado, ocorreu o primeiro encontro de todos os detentores de mandato da nova federação. Esperidião Amin estava muito em Brasília e não conseguiu participar das rodadas anteriores.

Data

Então, nesta terça-feira, os seis estaduais — os três do União com os três do PP — mais o senador Amin e o deputado Schiochet, ou seja, os oito detentores de mandato da federação em Santa Catarina, estiveram juntos.

Proporcional

A meta agora é se preparar também para a composição e montagem de uma forte nominata proporcional. O objetivo da federação é poder, pelo menos, eleger três federais. Hoje, conta com apenas um: Schiochet, do União Brasil.

Crescimento

Além, evidentemente, de todos estarem a contar com a reeleição de Esperidião Amin. Então, seriam quatro nomes no Congresso.
Enquanto isso, para a Assembleia, o objetivo é pular de seis representantes para, na pior das hipóteses, dez deputados estaduais.

Potência

Esse é o planejamento da Federação União Progressista, que passa a conquistar, na Câmara dos Deputados, a maior bancada, e, no Senado, a segunda mais numerosa.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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