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Inflação nas alturas, popularidade ladeira abaixo

Por Cláudio Prisco Paraíso
03/05/2025 - 10h08

O Instituto Paraná Pesquisas, que segue sendo um dos mais confiáveis do Brasil, tem feito levantamentos constantes sobre temas da atualidade e que afetam diretamente a vida deste país. 

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Uma das mais recentes avaliações foi em relação à situação financeira do Brasil varonil e os preços que a população encontra nas gôndolas dos supermercados. 

Para 42,7% dos entrevistados, a situação financeira piorou sob Lula III. Apenas 18,9% (o percentual que fica nos parâmetros históricos da canhotada nacional) disseram que o bolso se encontra em situação melhor depois que Jair Bolsonaro deixou a Presidência da República. 

E uma parcela de 36,8% acham que tudo segue como dantes no quartel de Abrantes, ou seja, que nada mudou (é uma turma que deve viver em bolhas, ou em marte). 

Ardido

O Paraná Pesquisas também quis saber a percepção dos conterrâneos sobre os preços dos produtos nos supermercados depois que voltamos a estar sob o jugo vermelho. 

Fatia grossa

Nada mais nada menos do que 73% dos ouvidos afirmou que os preços aumentaram contra apenas 16,9% (percentual muito parecido com o da pergunta anterior e que nos remete aos esquerdistas crônicos deste país, os lulofanáticos) dos que acham que diminuiu (estes devem viver em Vênus), pois qualquer criança que acompanha os pais ao supermercado já sabe que os preços, de maneira, explodiram. 

Lunáticos

Outros 7,1% responderam que o custo dos produtos para os consumidores ficou como estava (esta turma deve morar na lua). 

Cerveja e picanha

Por fim, os entrevistadores do Paraná Pesquisas perguntaram se a situação econômica, até o fim do Governo Lula, permitirá que a maioria dos brasileiros compre picanha e cerveja com mais facilidade. 

Gordura indigesta

Considerando-se que essa foi a única “plataforma” de campanha do então candidato descondenado Lula da Silva, os números são emblemáticos.

E até um pouco contraditórios em relação à primeira pergunta, mas o brasileiro é, por natureza, um ser contraditório. 

Percentuais

Para 68,4% dos brasileiros, a situação não permitirá comprar picanha e cerveja com mais facilidade. 

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Apenas 25,7% (esses então devem viver em Júpiter) acham que será mais fácil, dentro do atual contexto econômico, adquirir a carne nobre e a bebida alcoólica. 

Derretendo

Estes dados do Paraná Pesquisas guardam relação direta com o derretimento da suposta popularidade de Lula no início de seu terceiro reinado, ou melhor, mandato.

Todas as pesquisas mostram que a curva já se inverteu, com Lula e seu governo tendo rejeição maior do que a aceitação. 

Para o espaço

Diante dos dados que vinha obtendo, Lula da Silva tinha planos. Reverter o quadro absolutamente desfavorável a ele nesta segunda metade de mandato, “colhendo” o que teria sido plantado na primeira metade (e que ninguém viu). 

Água abaixo

O sentimento no Planalto era de que os principais programas do governo (que ninguém sabe quais são) ganhariam corpo, principalmente na área da Saúde.

E este pessimismo econômico seria revertido com a diminuição da inflação e a injeção de dinheiro, grana, no bolso de quem trabalha e produz.

Só que o escândalo do INSS, que ainda mal começou, caiu como uma verdadeira ducha de água fria nestes planos de Lula e seu entorno.

O inquilino do Planalto, que já claudicava, agora balança e pode ter sua candidatura inviabilizada. Sobretudo se mais esquemas de corrupção (o que não seria de se espantar) vierem à tona.

Uma federação, dois donos

Por Cláudio Prisco Paraíso
01/05/2025 - 13h30

Existe uma nova federação partidária no Brasil. E não se trata de uma união qualquer. A reunião entre o PP e o União Brasil conta com 109 deputados; mais de 1 mil prefeitos e terão os maiores repasses de verba pública para custeio de campanhas e funcionamento das siglas.

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A convergência ocorreu depois de muita saliva gasta e, para se chegar ao acordo, estabeleceu-se que a federação terá dois presidentes, o senador piauiense Ciro Nogueira pelo PP e o dirigente e dono do União Brasil, Antônio Rueda. 

O baiano ACM Neto também participou ativamente das negociações. A federação gigante, poderosa e trará, obviamente, reflexos à política catarinense. 

Aqui é imperioso registrar: reza a sabedoria popular que cachorro que tem dois donos morre de fome. A conferir como será essa “copresidência” da federação, já denominada União Progressista, daqui até o fim do ano. Até porque o cachorro nasce grande, peludo e com latido estridente. 

Atuação

O União Progressista já se articula com vistas às eleições do próximo ano e certamente, se os dois donos não matarem o cachorro de fome, exercerá grande influência no Congresso, transformando-se no centro do chamado Centrão, que são aqueles partidos considerados fisiológicos e que acabam definhando os rumos das decisões tanto na Câmara como no Senado. 

Tripé

Antes do União Progressista, havia três federações registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todas firmadas em 2022: PT/PCdoB/PV, PSOL/Rede e PSDB/Cidadania (que já anunciaram o rompimento, mas só devem oficializar em 2026).

Histórico

Não custa lembrar que o União Brasil nasceu da fusão do DEM, antigo PFL, com o PSL, partido que deu abrigo a Jair Bolsonaro e seu grupo em 2018. 

Na província

Em Santa Catarina, a federação nasce com seis deputados estaduais (três do PP e três do União Brasil), igualando à segunda maior bancada, que é a do MDB. 

Executivo

A União Progressista também terá mais 9 prefeitos, eleitos pelo UB, que se somam aos 53 do PP, isolando-se na terceira maior força em número de prefeituras. A federação passará a ter um deputado federal, cargo para o qual o PP não elegeu um representante sequer em 2022. Fábio Schiochet, de Jaraguá do Sul, ocupará este espaço. 

Comando

Diferentemente do contexto nacional, onde haverá dois comandantes para a mesma aeronave, em Santa Catarina o União Progressista será pilotado pelo senador Esperidião Amin. Com todo o respeito à biografia do deputado Fábio Schiochet, mas a história do progressista é infinitamente mais rica. O peso político de Amin vai se impor ao natural para dirigir a federação em seu segmento catarinense.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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