Rompimentos identificados na estrutura estaiada levaram à adoção de medidas emergenciais e reacenderam o alerta sobre problemas
Com a identificação dos novos rompimentos, o histórico de ocorrências no local voltou a ser analisado pelas autoridades - Foto: Divulgação O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para apurar novos danos identificados na estrutura da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, no Sul de Santa Catarina. A ocorrência envolve rompimentos parciais em cabos da parte estaiada da estrutura, localizada no km 316 da BR-101.
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Os problemas foram constatados nos cabos 4E e 4D, na região do Pilar 35, no vão central da ponte. Diante da situação, foram adotadas medidas emergenciais para reforçar a estrutura e garantir a segurança dos motoristas.
Durante os trabalhos, o trânsito chegou a operar de forma restrita nas duas faixas centrais. Também houve limitações para a circulação de veículos de maior peso.
Como parte das intervenções, a concessionária responsável pelo trecho realizou reforços em quatro estais da ponte, sendo dois centrais e dois laterais.
Histórico de problemas no Pilar 35
A região onde os novos danos foram encontrados já havia apresentado problemas estruturais anteriormente. Em 2022, foram identificados rompimentos em barras de ligação na parte inferior da ponte, também nas proximidades do Pilar 35.
Na ocasião, veículos pesados precisaram ser desviados temporariamente para a Ponte de Cabeçuda enquanto os reparos eram realizados.
Após a conclusão dos trabalhos, testes de carga realizados em 2023 apontaram que a estrutura havia recuperado a rigidez necessária. Com a identificação dos novos rompimentos, o histórico de ocorrências no local voltou a ser analisado pelas autoridades.
Além do procedimento instaurado pelo MPF, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acompanha a situação e investiga se os danos podem estar relacionados a eventuais problemas que tenham surgido após a construção da ponte.
A estrutura foi executada sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e, desde 2020, faz parte do trecho da BR-101 administrado pela concessionária ViaCosteira. Também existe uma discussão judicial relacionada ao recebimento definitivo da obra.
A concessionária afirma que realiza inspeções periódicas e mantém acompanhamento técnico da ponte. A investigação do MPF deverá buscar esclarecer as causas dos novos rompimentos, verificar se há alguma relação com os problemas registrados em 2022 e avaliar quais providências serão necessárias para garantir a segurança e evitar novas ocorrências na estrutura.
As intervenções realizadas no local e as condições de segurança da Ponte Anita Garibaldi também devem ser acompanhadas durante a apuração.