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Presidente da Câmara de Laguna é afastado em operação sobre CPI de R$ 14 milhões

A investigação apura possíveis irregularidades em três contratos cujos valores aumentaram de R$ 39,6 milhões para R$ 51,2 milhões

Por Redação, Revista Única
23/10/2026 - 10h07
Segundo a Polícia Civil, a investigação busca esclarecer se vereadores receberam pagamentos para dificultar os trabalhos de uma CPI instaurada em 2025 - Foto: Reprodução

O presidente da Câmara de Vereadores de Laguna, Vitor Elíbio Oliveira, foi afastado do cargo nesta sexta-feira, 23 de outubro, durante a Operação Pactum Turpe, da Polícia Civil, que investiga suspeitas de pagamento de vantagens indevidas a parlamentares para arquivar uma CPI sobre contratos de pavimentação asfáltica.

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A investigação apura possíveis irregularidades em três contratos cujos valores aumentaram de R$ 39,6 milhões para R$ 51,2 milhões. Segundo auditoria do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC), o possível prejuízo aos cofres públicos supera R$ 14 milhões.

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Ao todo, são cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Laguna, Palhoça, Garopaba e Gravatal. A operação também impôs restrições de contato entre os investigados e proibiu o ingresso deles nas dependências da Câmara Municipal.

Segundo a Polícia Civil, a investigação busca esclarecer se vereadores receberam pagamentos para dificultar os trabalhos de uma CPI instaurada em 2025 e viabilizar seu arquivamento, ocorrido em maio de 2026. Também são apuradas suspeitas de pagamentos periódicos para garantir apoio político aos interesses da empresa investigada.

Em setembro deste ano, foram encontrados R$ 150 mil em dinheiro vivo, divididos em envelopes, com uma pessoa ligada à empresa, após encontros reservados com parlamentares, conforme a investigação.

Entre as irregularidades apontadas na execução dos contratos estão possíveis aditivos sem justificativa técnica, medições acima da necessidade estimada e pagamentos por serviços não executados, que teriam ultrapassado R$ 340 mil.

A operação mobilizou cerca de 40 policiais civis. Até o momento, a Câmara de Vereadores de Laguna não havia se manifestado. As suspeitas ainda são objeto de investigação.

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