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Padrasto é preso por estuprar criança e mãe é detida por omissão

O homem foi capturado em Grão-Pará

Por Redação, Revista Única
07/03/2026 - 09h46
Violência sexual ocorria de forma contínua há anos, segundo laudo pericial - Foto: Divulgação

A Polícia Civil cumpriu, na tarde da última sexta-feira, 06 de março, mandados de prisão preventiva contra um homem investigado pelo crime de estupro de vulnerável contra a enteada de 12 anos e também contra a mãe da adolescente, suspeita de omissão e conivência diante dos abusos. As prisões foram realizadas na cidade de Grão-Pará.

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O inquérito policial foi instaurado para apurar crimes sexuais praticados contra a menina. Conforme as investigações, o padrasto teria cometido abusos de forma reiterada desde que a vítima tinha nove anos.

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O episódio mais recente teria ocorrido no dia 3 de março de 2026. Segundo a apuração policial, o investigado teria trancado a residência e escondido as chaves para impedir que a adolescente saísse do local.

Durante as diligências, os investigadores também reuniram elementos que levaram à prisão da mãe da vítima. De acordo com os relatos colhidos no inquérito, a mulher teria sido informada sobre os abusos em diversas ocasiões, mas não tomou providências e chegou a tratar as denúncias como mentira. Ainda conforme os depoimentos, a adolescente teria sido agredida pela própria mãe após relatar os fatos.

A situação veio à tona após professoras encontrarem a adolescente em estado de desespero no banheiro da escola. Na ocasião, a estudante chorava e relatou que não queria retornar para casa.

Um laudo pericial apontou a presença de ruptura himenal antiga, o que, segundo a investigação, reforça a suspeita de que a violência sexual ocorria de forma contínua há anos.

A Polícia Civil também identificou que, quando a família residia em Chapecó, já haviam sido registrados dois boletins de ocorrência envolvendo os mesmos fatos. Na época, no entanto, nenhuma medida efetiva foi tomada após a família deixar a cidade.

Após os procedimentos legais, os presos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

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