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Operação investiga suspeitas de fraudes e desvios de recursos no Hospital de Imaruí

Gaeco cumpriu três mandados de busca em Florianópolis, São José e Imaruí

Por Redação, Revista Única
23/10/2026 - 09h34
Investigação apura cobranças indevidas e pagamentos por serviços médicos supostamente não realizados - Foto: Divulggação

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), cumpriu três mandados de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira, 23 de outubro, durante a segunda fase da Operação Prontuário Frio. A ação, realizada em apoio à Promotoria de Justiça da Comarca de Imaruí, investiga possíveis irregularidades na gestão do hospital do município.

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As diligências ocorreram em Florianópolis, São José e Imaruí. A apuração busca esclarecer suspeitas de crimes contra a administração pública envolvendo o uso de recursos destinados à unidade hospitalar.

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De acordo com os elementos reunidos pelos investigadores, registros inseridos nos sistemas de informação do hospital teriam sido manipulados para permitir cobranças indevidas por internações financiadas com dinheiro público.

Também são apuradas possíveis irregularidades no pagamento de serviços médicos que não teriam sido realizados. Outra linha de investigação envolve a suspeita de utilização de verbas do hospital para quitar despesas particulares e realizar repasses a terceiros sem vínculo comprovado com os serviços prestados pela instituição.

Materiais apreendidos serão analisados

A nova etapa da operação foi deflagrada a partir de provas e informações obtidas na primeira fase, que teriam apontado outros elementos relacionados ao caso e possíveis novos envolvidos.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, documentos físicos e digitais, além de registros contábeis e financeiros. O material será analisado para auxiliar na identificação da origem, da movimentação e do destino dos recursos investigados.

As investigações continuam sob sigilo judicial. Segundo o Ministério Público, novas informações poderão ser divulgadas quando os autos permitirem publicidade.

Origem do nome da operação

A denominação Prontuário Frio faz referência à suspeita de uso irregular de registros hospitalares e informações sobre internações que, conforme a investigação, teriam servido para fundamentar cobranças indevidas e permitir a destinação irregular de recursos públicos.

O Gaeco é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina, com participação de profissionais da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar e Receita Estadual. O grupo atua na identificação e no combate a organizações criminosas.

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