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Da extração à geração de energia: os caminhos do carvão no Sul catarinense

Diamante Energia investe em pesquisa e inovação, analisa alternativas energéticas e mantém ações voltadas às comunidades

Por Redação, Revista Única
16/10/2026 - 16h58
A Diamante Energia assumiu a gestão do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (CTJL) em 2021 - Foto: Divulgação

A trajetória da energia produzida no Sul catarinense começa muito antes de chegar às casas e às empresas. A cadeia envolve mineradoras, transportadores, fornecedores, prestadores de serviços e a Ferrovia Tereza Cristina, que conecta parte da produção de carvão ao Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (CTJL), em Capivari de Baixo.

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A Diamante Energia assumiu a gestão do complexo em 2021 e, desde então, ampliou sua atuação no setor elétrico brasileiro. Segundo a empresa, a cadeia produtiva relacionada à atividade está associada a mais de 21 mil empregos diretos e indiretos e movimenta aproximadamente R$ 6 bilhões na economia regional.

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A continuidade das operações do CTJL ganhou um novo horizonte com a assinatura do Contrato de Energia de Reserva (CER), que assegura a geração da usina até 2040. A medida também representa uma perspectiva de continuidade para os segmentos ligados à produção e ao transporte de carvão no Sul de Santa Catarina.

“Saímos de uma empresa que estava prestes a fechar, mais do que duplicamos nossa capacidade instalada e hoje temos uma perspectiva de crescimento que ainda não parou”, afirma o presidente da Diamante, Pedro Litsek.

Expansão leva empresa ao Ceará

O crescimento da companhia avançou para outras regiões do país com a aquisição da termelétrica Energia Pecém I, no Ceará, em 2025, seguida pela incorporação da Energia Pecém II, em 2026.

Com os novos ativos, a capacidade instalada da Diamante passou de 740 megawatts (MW) para 1,82 gigawatt (GW). A expansão ampliou a presença da empresa em diferentes regiões e diversificou sua participação na geração de eletricidade.

O movimento ocorre em um cenário de mudanças na matriz energética, com o avanço das fontes renováveis e a necessidade de manter a estabilidade do sistema elétrico em períodos de menor disponibilidade dessas fontes.

O aumento do consumo de energia, impulsionado também pela eletrificação dos transportes, pela inteligência artificial e pela expansão dos data centers, coloca em evidência a necessidade de ampliar a capacidade de geração e garantir o fornecimento.

Pesquisa e novas tecnologias no horizonte

Além da expansão das operações, a Diamante investe em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), com projetos relacionados à produção de hidrogênio verde, captura de dióxido de carbono (CO₂), armazenamento de energia, desenvolvimento de um microrreator nuclear e utilização de zeólitas em aplicações agrícolas.

No Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, estão em avaliação diferentes possibilidades tecnológicas para o futuro da geração. Entre elas estão a continuidade do uso do carvão com tecnologias de captura de carbono, a migração para o gás natural e a adoção de soluções como pequenos reatores nucleares.

De acordo com Litsek, a empresa estuda alternativas para acompanhar as transformações do setor elétrico e avaliar os caminhos possíveis para o complexo instalado em Capivari de Baixo.

Projetos sociais e ambientais na região

A atuação da Diamante também inclui iniciativas voltadas às comunidades. Conforme a empresa, nos últimos cinco anos, projetos apoiados com recursos próprios e incentivados alcançaram mais de 100 mil pessoas e beneficiaram, em média, 57 instituições sociais, com ações nas áreas de cultura, sustentabilidade e inclusão.

Em Capivari de Baixo, o Parque Diamante +Energia ocupa uma área de 50 hectares recuperada e reflorestada, com espaços destinados ao esporte, lazer, cultura e convivência.

Outra iniciativa é o Horto Florestal, localizado no Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, que produz cerca de 8 mil mudas por mês, principalmente de espécies nativas da Mata Atlântica. Segundo a empresa, mais de 100 mil mudas são destinadas anualmente a comunidades, instituições de ensino e organizações públicas e privadas.

Entre a manutenção das operações tradicionais, a expansão para outros mercados e o desenvolvimento de novas tecnologias, a companhia busca conciliar a geração de energia com projetos voltados à inovação e ao relacionamento com as comunidades onde está presente.

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