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O que virá agora? Impeachment? Golpe? E a carta do Bolsonaro? 

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O Brasil registrou manifestações grandiosas e muito expressivas no dia 7 de setembro a favor do presidente Jair Bolsonaro. Mas o que isso significa de verdade para 2022? Bolsonaro mostrou que tem uma capacidade enorme de mobilizar seus apoiadores e não tenho dúvidas que é quem mais tem isso. A manifestação da oposição prevista para amanhã, 12, não terá, nem de perto, o mesmo sucesso.

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Mas somente isso não será o suficiente para melhorar o seu desempenho. Bolsonaro precisa de uma agenda de “certezas” para o momento de incertezas, cuidando da economia, emprego, PIB ou a crise não passará. Tanto é verdade que, após fazer discursos “pesados” no 7 de setembro e receber respostas a altura do STF e outros poderes, Bolsonaro recuou e não foi por medo. Foi estratégia, inclusive, com a ajuda de Michel Temer.

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Logo no “Day After”, com a paralisação dos caminhoneiros, ele percebeu que mais uma crise nesse momento já ruim, somente prejudicaria a recuperação econômica, que no fundo, é o que decide eleição. Não acredito em impeachment hoje e nem antes do pedido de desculpas. Além de ter apoio de boa parte do Congresso, Bolsonaro tem como aliado o seu adversário, Lula, que não tem interesse em derrubá-lo.

Isso porque Lula, assim como Bolsonaro, sobrevive e somente tem chances eleitorais com a polarização. E enquanto os dois estiverem no jogo, com suas bases fiéis, a tal terceira via não emplacará ninguém. No fim, Bolsonaro mostrou sua força com as manifestações, mas sem promover mudanças reais, o governo não mudará o desempenho. O fim da crise não é para barrar o impeachment. É para conseguir governar.⠀⠀

*Laercio Menegaz,
Consultor político
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Fabiano Bordignon

Fabiano Bordignon

Jornalista e editor da edição impressa da Revista Única e do portal www.lerunica.com.br.

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