Foto: Revista Única

Retrato da esperança: A luta do soldado Esmeraldino, após o trágico 30 de novembro de 2020

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Um jovem com um sonho de herói. Assim era o filho de Sandra Aparecida Nunes, 54 anos. O soldado Jeferson Luiz Esmeraldino, 32 anos, queria salvar vidas, como relembra a mãe do policial militar atingido por um tiro de fuzil no mega assalto à agência central de uma instituição bancária, que trouxe os olhares de todo o Brasil para Criciúma. Desde então, ele que é pai de uma menina de cinco anos, que sempre buscou estar na linha de frente para preservar os cidadãos e assegurar o bem-estar de todos luta a cada dia para superar as dificuldades impostas com as sequelas do acidente.

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“Ele sonhou em ser bombeiro, em trabalhar em regastes em alto mar, em ser enfermeiro. O sonho dele era trabalhar para proteger vidas. Foi quando, há cinco anos, conquistou o acesso para a Polícia Militar” relembra a mãe.
A família e também o soldado residem em Tubarão. Esmeraldino foi membro do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT), a unidade especializada da corporação em Criciúma. Há um ano, passou para a Rádio Patrulha, onde estava de serviço quando a cidade foi cercada por bandidos.

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Quando tudo mudou
Naquele início de madrugada que aterrorizou a todos, no dia 30 de novembro de 2020, ele cumpriu seu papel. Esteve à frente no único momento da ação criminosa que durou quase três horas, em que os bandidos foram surpreendidos e balearam o policial e um vigilante. Enquanto os quase trinta homens seguiam pelas ruas atirando a esmo e desafiando as forças de segurança, o soldado Esmeraldino iniciava uma luta iminente pela sua própria vida.
Foram dois meses hospitalizados em leito de Unidade de Terapia Intensiva, com boletins médicos acompanhados por familiares, amigos e muitas pessoas sensibilizadas com a situação delicada em corrente de orações.
Poder voltar para a casa de sua mãe, Sandra, no Bairro Passagem, foi uma conquista. Porém, a vitória segue sendo construída a cada dia.

Filho caçula, de uma família com três irmãos, todos os esforços estão sendo feitos para proporcionar o maior conforto a ele. Por enquanto, isso ainda fica restrito a um quarto improvisado na sala de casa. Suas respostas aos estímulos de profissionais e a dedicação da mãe e do padrasto ainda são feitos com os olhos, com piscadas. É a única maneira com que o soldado consegue se comunicar até o momento. Desde o dia 5 de fevereiro, quando teve alta hospitalar, Esmeraldino é submetido a tratamento de fisioterapia e fonoaudiologia disponibilizado pelo Estado. A recuperação, no entanto, é lenta.

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“Acomodamos ele na sala para poder ter mais espaço. Mas queremos construir uma meia água no espaço que temos no terreno para que ele tenha mais tranquilidade e conforto. Faço tudo que estiver ao meu alcance para dar qualidade de vida ao meu filho, mas nossos recursos não são suficientes”, explica a mãe que também enfrenta a superação diária. Desde que seu filho sofreu o acidente, ela recebe tratamento para depressão.

Como ajudar
A família e amigos do soldado Esmeraldino buscam ajuda das mais diversas para melhorar a situação. “Toda a ajuda é bem-vinda. Por isso estamos rezando para que pessoas que tenham condições de nos ajudar possam contribuir”, salienta Sandra. “O que o meu filho sempre mais quis foi ajudar as pessoas, mas, agora, ele é quem precisa de ajuda”, finaliza.

Contato

(48) 9 9688-1103

*Matéria de capa publicada na edição impressa de abril/maio de 2021.

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Fabiano Bordignon

Fabiano Bordignon

Jornalista e editor da edição impressa da Revista Única e do portal www.lerunica.com.br.

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