Dilema das redes

O Dilema das Redes - A verdade revelada

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Nas últimas semanas muito tem se falado sobre o documentário “Dilema das Redes” lançado no NETFLIX em 2020.

Mas afinal, porque todos deveriam assisti-lo?

Embora não seja novidade para ninguém que não existe almoço grátis, muitas pessoas não se deram conta disso. Inclusive há uma expressão bem conhecida no mundo do marketing digital que é: Se é de graça, o produto é você! E é pautada nessa ideia que o documentário discorre seu enredo central.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Este docudrama dirigido por Jeff Orlowski e escrito por Orlowski, Davis Coombe e Vickie Curtis, tenta explicar como os usuários são manipulados a fim de maximizar os ganhos financeiros às empresas. Sejam elas os portais, ou os anunciantes.

E tudo isso funciona da seguinte maneira. De um lados as redes usam técnicas para minerar dados e conhecer profundamente cada um de seus usuários, muitas vezes, até mais do que eles próprios.

Uma vez que sabem com o que cada usuário se interessa, começam a lhe fornecer conteúdos direcionados e minunciosamente escolhidos pelos algoritmos a fim de aumentar seu engajamento. Prendê-lo na rede o maior tempo possível. Ou seja, viciá-lo de tal modo que não consiga passar mais do que alguns minutos sem acessar e ver os novos feeds, os novos stories, as novas mensagens.

 

Dilema das redes e o lucro das redes

E é nesse ponto que a “mágica acontece”. Quanto mais tempo um usuário fica conectado interagindo com os posts que lhe são apresentados, mais informação fornece para aprimorar o que as redes sabem sobre eles. E claro, mais tempo “online”, mais publicidade direcionada irão receber. E por consequência mais lucros para as redes (que venderam espaço para anúncios) e para os anunciantes que direcionam seus produtos para os potenciais clientes.

Se fossemos considerar somente o interesse das redes pelo engajamento dos seus usuário visando aumentar o lucro delas e dos anunciantes, pareceria até inofensivo. Pois, desde todo o sempre as empresas sempre buscaram isso.

 

As redes e a manipulação social

Acontece que este engajamento se dá por meio de fornecimento de conteúdo relevante que sejam do interesse dos usuários. E estes só ficam conectados por que recebem o que lhes interessa.

Com intencionalidade ou não, é nesta hora que ocorre a manipulação social individual e das massas. Pois, o risco de entrarmos numa bolha do viés da confirmação é muito grande. Por exemplo, quem acredita que “café faz bem para a saúde”, e constantemente procura assuntos relacionados com este tema, mais informações receberá que “confirmam” sua convicção.

O mesmo acontece no campo da política, da ciência, religião, afinal, em todos os segmentos.

Dai o que estamos vivendo no no Brasil, e também no mundo, segmentações políticas cada vez mais intolerantes em relação as opiniões contrárias. Nunca o mundo esteve tão dividido quanto agora.

Se naturalmente os algoritmos já conduzem os usuários ao viés da confirmação almejando seu maior engajamento, agora imaginem se isso for feito de forma deliberada. E é feito.

Eleições inteiras podem ser manipuladas a favor ou contra uma ideia centra com o uso das redes. Pois uma vez conhecidos e identificados os eleitores de um ou outro candidato, basta direcionar propagandas especialmente desenhadas para estes. Elas podem ser para confirmar sua convicção de voto, ou ainda, para tentar mudar sua posição política.

 

Dica da Semana

Parece confuso? Então assista agora mesmo o Docudrama O Dilema das Redes. E ainda, sugiro mais um documentário para assistir na sequencia: Privacidade Hackeada. Ambos disponíveis no NETFLIX.

 

 

 

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Fernando Pitt

Fernando Pitt

Engenheiro, Professor, Palestrante, Colunista, Blogueiro e Podcaster. Escreve todas as terças-feiras aqui no portal da Revista Única, cujos textos exploram prioritariamente as temáticas relacionadas à Educação e Tecnologia. Editor do blog: http://fernandopitt.com.br Host do Podcast classe.TECH (http://classe.tech disponível nos principais agregadores de Podcast)

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