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Morreu de Covid-19 ou com Covid-19? Dr. Rogério Sobroza explica...

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Até o fechamento desta edição Santa Catarina (final de novembro) contabilizava mais de 3.114, o Brasil mais de 166.699, e no mundo já são mais de 1.338.100 de mortes em decorrência da Covid-19. Mas como são feitas as comprovações de óbitos registrados por coronavírus? “Os dados de mortalidade do Brasil são gerados por um sistema de informação de óbitos, alimentado pelos atestados de óbitos dos médicos”, antecipa o médico infectologista Rogério Sobroza de Mello.

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Segundo Sobroza, quando um paciente com Covid-19 vai a óbito, isso pode ocorrer com ele tendo já o diagnóstico para a doença. Também a vítima pode morrer em situação diagnóstica – quando os exames estão em andamento. “De qualquer forma o caso só vai ser confirmado pela vigilância epidemiológica e incluído como um caso de Covid-19 nos dados, se o exame der realmente positivo. Ou, se os critérios forem os mesmos da Vigilância Epidemiológica, que estão descritos pela própria Agência Nacional de Vigilância em Saúde”, complementa Sobroza.

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Saber como diferenciar se a Covid-19 foi a causa ou um dos fatores que contribuíram para a morte de determinada pessoa é fundamental. O médico responsável pela Declaração de Óbito deverá observar e registrar um paciente que morre pela doença, ou por outro motivo apesar de estar infectado. “A diferença de o paciente ir a óbito por Covid-19 ou com Covid-19, é quando o paciente pode ter uma doença crônica, e ter contraído o coronavírus durante o período, que também está sofrendo com uma doença crônica terminal e venha a óbito”, explica.

Dr. Rogério Sobroza de Mello conta, que nessas situações, existe uma forma de o médico registrar no Atestado de Óbito, então não vai constar essa morte como sendo provocada por Covid-19. “Só irá constar se realmente a infecção tiver sido de fato a causa da morte do paciente. Então, os registros que temos, foi quando a Covid-19 foi a causa imediata da morte. E mesmo que o paciente tenha comorbidades, quando o paciente tem a morte acelerada pela Covid-19, isso também acaba entrando na estatística”, ressalta o infectologista.

Nota Informativa da Declaração de Óbito por Covid-19 do Ministério da Saúde:
Exemplo (1)

A codificação da DO cujo resultado do exame laboratorial para COVID-19 tenha sido CONFIRMADO, seguirá a sequência de eventos que levou ao óbito, declarando a COVID-19 na última linha, preenchida da parte I. Na parte II, deverão ser registradas as comorbidades, se existirem.
Caso clínico: Masculino, 45 anos, com hipertensão arterial e obesidade mórbida há 15 anos, que evoluiu para óbito. Foi admitido no hospital com quadro de infecção respiratória aguda (três dias antes do óbito). No dia seguinte, progrediu para pneumonia (dois dias antes do óbito).
O quadro agravou, apresentando insuficiência respiratória aguda (horas antes do óbito). Foi realizado teste laboratorial para COVID-19 com resultado positivo.

Exemplo (2)
A codificação da DO de caso SUSPEITO em investigação para COVID-19 deverá conter a sequência de eventos que levaram ao óbito, declarando o termo “suspeito de COVID-19” na última linha preenchida da parte I. Na parte II, deverão ser registradas as comorbidades, se existirem.
Caso clínico: Mulher de 49 anos relatou quadro febril diário há 15 dias, com controle da febre em domicílio. Foi admitida no hospital apresentando quadro de insuficiência respiratória aguda (09 dias antes do óbito), que se agravou, com evolução para óbito dois dias após a admissão. Os familiares relataram que a falecida era portadora de diabetes tipo II há 15 anos e que esteve em contato com um paciente com COVID-19. Houve coleta de material para exame laboratorial para COVID-19, porém não saiu resultado até a emissão da DO.

*Matéria publicada na edição impressa da Revista Única (dezembro/janeiro)

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